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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

CIDADES
Sábado, 16 de Agosto de 2008, 15h:11

TERAPIA

Hipnose é aliada em tratamento de saúde

Profissionais lançam mão da prática para provocar mudanças comportamentais e aumentar auto-confiança de pacientes, ou, no mínimo, dar tranqüilidade

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
À medida que vem sendo conhecida e reconhecida por seus resultados, a procura pela hipnose acontece cada vez mais junto aos consultórios médicos, psiquiatras, psicológico, de terapeutas e dentistas. Profissionais que, inclusive, são o público alvo do curso “Hipnose Clínica”, que começa nesta semana em Cuiabá. Realizado pela Sensorial Consultoria e Treinamento, o curso é coordenado pelo membro da American Board of Hypnotherapy (ABH), hipnólogo Roberto Joaquim de Sant’Anna Júnior. “Entre os profissionais que já fizeram o curso estão neurocirurgiões, cardiologistas, terapeutas, psicólogos e empresários”, afirma. As vagas são limitadas. Roberto Sant’Anna explica que a hipnose é uma técnica milenar que permite às pessoas o acesso a recursos inconscientes para aumentar suas capacidades, gerar mudanças comportamentais e estabelecer níveis profundos de comunicação. Segundo ele, as pessoas com inquebrantável auto-suficiência têm um segredo, um conhecimento que as tornam diferentes das demais. “Isso acontece simplesmente porque elas olharam para dentro, enquanto outras falharam por procurar orientação e incentivo fora de si mesmas”, diz. Ele esclarece ainda que na mente inconsciente residem lembranças, compreensões e percepções armazenadas ao longo da existência e, muitas vezes, esses registros são os responsáveis por limitar nossos comportamentos e até mesmo pelo desenvolvimento de problemas físicos. “No curso vamos ensinar como levar ao transe hipnótico, suas aplicações e como utilizar este fenômeno cerebral”. Roberto Sant’Anna está na Capital há 12 anos. Neste período, foram realizados seis mil intervenções, entre hipnoses e programação neurolinguística (PNL). “O sucesso depende da interação entre o terapeuta e o paciente. Se não houver confiança, prejudica”, observa. “A pessoa que trabalha em profissões estressantes deveria fazer hipnose pelo menos uma vez por semana”, diz. Desde os 12 anos de idade, o empresário Eduardo Reschke, 21 anos, faz consultoria com Roberto Sant’Anna. Ele foi levado pela mãe com o objetivo de mudar o comportamento. “A hipnose faz com que eu volte para dentro de mim, busque a minha essência, o meu eu”, conta. “Melhorei muito”, acrescenta. Uma mistura de curiosidade e vontade de aliviar o estresse levou o repórter-fotográfico do Diário, Pedro Alves, a se submeter a 15 minutos da terapia. Durante toda a sessão, Roberto Sant’Anna mantém a voz baixa e serena e faz com o fotógrafo reflita sobre a sua vida e conta uma história de um pescador. Ao abrir os olhos, Pedro Alves dá um sinal que está tudo bem. “Tranqüilo”, diz. Minutos depois, conta que durante a hipnose meditou sobre tudo o que lhe era falado. “Fiquei concentrado e ouvia tudo”, afirma. Hoje, grande parte das induções é feita por meio de relaxamento dirigido por palavras ou toque em pontos específicos da face, entre outras técnicas. A sessão de 1 hora custa R$ 100. Conforme Roberto Sant’Anna, qualquer pessoa pode hipnotizar. “Basta aprender”, frisa. Além disso, qualquer um pode ser hipnotizado. “Não existe pessoa resistente”, garante. “O que acontece é que na hipnose não se pode forçar ninguém a fazer nada”, acrescenta. Outro detalhe é que a pessoa não fica totalmente inconsciente. “Na hipnose que trabalho, a pessoa ouve o tempo todo e a sensação de quando termina é muito boa”, explica. Também não há risco do paciente não voltar do transe. O máximo que acontece é a pessoa adormecer. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3025-6489.

Edição EDIÇÃO 16959




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