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CIDADES
Sexta-feira, 09 de Maio de 2008, 22h:40

JOGO DO BICHO

Genro deixa presídio

Geovane Rodrigues, suposto substituto de Arcanjo no controle da contravenção, tem prisão revogada

ALINE CHAGAS
Da Reportagem
Geovane Zem Rodrigues, genro de João Arcanjo Ribeiro, teve prisão revogada pelo juiz da 15ª Vara Criminal de Cuiabá, José Arimatéia Neves Costa, e acompanhará em liberdade os cinco processos que responde por suspeita de gerenciar o jogo do bicho em Mato Grosso. Desde ontem, Geovane, que cumpria prisão preventiva no Centro de Ressocialização de Cuiabá (Carumbé), está em casa. Arcanjo teve apenas o mandado de prisão de um dos processos revogados pelo juiz e continuará na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS). Os gerentes Agnaldo Gomes e René Roberto Lima, que segundo as denúncias do Ministério Público Estadual participavam da organização criminosa de Arcanjo, também tiveram os pedidos de revogação de prisão deferidos pelos cinco processos e estão em liberdade. Os três foram presos em outubro passado, durante a Operação Arrego, realizada pelo Grupo de Ação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), quando foi desarticulada a nova organização que controlava o jogo do bicho em Mato Grosso, com João Arcanjo liderando todo o esquema de dentro do presídio Pascoal Ramos. Geovane, Agnaldo e Eronildes, no entanto, devem cumprir regras impostas pelo juiz até que saia a decisão no mérito do processo. Os três não podem se ausentar da comarca de Cuiabá por mais de oito dias sem autorização do juízo, não podem se embriagar, não podem portar armas (salvo em serviço), não podem freqüentar bares, casas de jogos, boates e congêneres, devem comunicar ao magistrado sempre que houver mudança de endereço e devem comparecer a todos os atos processuais. Entre os processos estão os que apuram a existência da organização nos municípios de Sinop, Tangará da Serra e Cláudia. Na decisão do magistrado, ele coloca que tramitam quatro dos cinco processos na unidade judiciária sob responsabilidade dele e que o processo de Sinop deverá ser encaminhado para lá também. Os cinco processos, explica o juiz, têm aspectos comuns e que a suposta organização é única e a gerência de suas atividades potencialmente criminosas sempre foi em Cuiabá. Assim, o magistrado determinou que os cinco processos fossem reunidos e, a partir desta decisão, todos deverão aguardar o ingresso dos demais na mesma processual para tramitar por igual. Por isso, a decisão da liberdade dos três réus, Geovane, Agnaldo e Eronildes, é válida a todos os processos. O juiz explica na decisão que “certamente não desapareceram os fundamentos da garantia de ordem pública e da garantia de aplicação da Lei Penal, mas a questão referente à conexão acaba por impedir o julgamento deste processo nos próximos dias, uma vez que em fase de sentença estes autos aguardarão, em compasso de espera, os demais processos referentes à mesma organização dita criminosa”.

Edição EDIÇÃO 16959




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