Após 43 dias de greve, os funcionários dos Correios de Mato Grosso voltaram aos postos de trabalho na manhã de ontem (14). A decisão foi tomada após o Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgar a greve abusiva. A decisão do TST obrigava os trabalhadores a pagar uma multa de R$ 20 mil por dia caso não voltassem a trabalhar. Eles ainda terão 15 dias não trabalhados descontados na folha de pagamento do mês de abril. Os outros 27 dias restantes serão compensados com horas extras. O Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso (Sintect-MT) informou que a categoria se reuniu em assembleia na última quinta-feira (13) e decidiu voltar às atividades. A greve também ocorreu em outros 14 estados. De acordo com a assessoria dos Correios de Mato Grosso, cerca de 900 mil correspondências do tipo simples estavam acumuladas nas unidades da empresa. Os profissionais acusavam um suposto desacordo realizado com a empresa e o TST após a última paralisação da categoria. Porém, na última quarta-feira (12) o TST julgou que não houve descumprimento. Os funcionários queriam o pagamento dos passivos do Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCS) relativos ao ano de 1995 e a não privatização do plano de saúde. Eles ainda pediam mais segurança nas agências e que a entrega de cartas seja feita apenas no período matutino.