NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quinta-feira, 18 de Junho de 2026

CIDADES
Sexta-feira, 27 de Março de 2009, 21h:02

CASO ROSIMEIRE

Fase de instrução termina com testemunho de médicos

DANA CAMPOS
Da Reportagem
Foram ouvidas ontem as últimas testemunhas arroladas pela defesa do cirurgião plástico Samir Kehdi, durante audiência de instrução do processo em que o médico responde por homicídio culposo pela morte da gerente comercial Rosimeire Soares, de 30 anos. Ela morreu durante uma lipoaspiração, realizada em dezembro de 2007. Foram ouvidos ontem os médicos Marcondes Costa Marques e Hélio Moratelli. À época da morte, a pedido de Kehdi, os dois médicos acompanharam, respectivamente, a necropsia e a exumação do corpo de Rosimeire. O teor das declarações prestadas em juízo não foi divulgado. Com a finalização da fase de instrução, resta à juíza Maria Cristina Simões, substituta da 9ª Vara Criminal, aguardar as apresentações memoriais, que correspondem às últimas alegações do Ministério Público (MP), da assistente de acusação, representada pela advogada Marcela Balieiro Saukef e do advogado de defesa, Marcos Souza. “Após a entrega, acredito que a sentença deva sair em até dois meses”, espera a advogada da família de Rosimeire. O Instituto Médico Legal (IML) comprovou que a causa da morte foi um erro médico que ocasionou a perfuração da veia cava. A defesa de Kehdi chegou a pedir a exumação do corpo de Rosimeire, para conhecer a trajetória da perfuração. O novo exame confirmou a causa da morte. No entanto, em depoimento, o cirurgião considerou “remota” a chance de que a perfuração tenha sido causada pela cânula usada durante a lipoaspiração. A gerente comercial não teria sido a primeira mulher a morrer durante procedimento cirúrgico comandado por Kehdi. A empresária Zaíra Zeferino, de 38 anos, morreu enquanto era submetida a uma lipoaspiração realizada em 1999, na mesma clínica. A denúncia já foi feita pelo marido de Zaíra, o empresário Eduardo Zeferino. Além do cirurgião, o anestesista Celso Aratami, que participou da cirurgia de Rosimeire, também estava presente na cirurgia de Zaíra. Em depoimento prestado em janeiro de 2008, Kehdi teria afirmado que “nunca teve outro caso de morte de paciente durante cirurgias conduzidas por ele”. Porém, revelou terem acontecido algumas “intercorrências”, mas não explicou de quais tipos. A reportagem tentou contato telefônico ontem com o advogado de Kehdy, mas não obteve retorno.

Edição EDIÇÃO 16965




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL