O assassino confesso Jaeder Silveira dos Santos contou, no depoimento, detalhes sobre a execução do crime. Ele disse que ficou de tocaia próximo à residência da pró-reitora Soraiha Miranda de Lima esperando até que chegasse o carro oficial da UFMT. Quando o veículo parou em frente a casa, o executor esperou que as vítimas descessem para se aproximar empunhando o revólver e anunciou um assalto. Na seqüência, Jaeder pediu para que todos colocassem os celulares sob o capo do veículo, momento em que pegou dois dos celulares, deixando apenas o do professor. Depois disso, Jaeder efetuou o primeiro disparo contra a professora e, temendo uma reação dos demais, deu um tiro em cada um e depois deu mais um tiro na pró-reitora. Após os disparos, o autor correu e, próximo ao local, encontrou-se com Jorge, que o estaria esperando de moto. De acordo com o processo, Jaeder deixou indícios de autoria do crime por ter feito uso do aparelho celular do prefeito do campus, Luiz Mauro, contra as orientações que teria recebido do mandante. Conforme o MPF, o que motivou a execução da professora, alvo do crime, foi o fim de um contrato de prestação de serviço para lavagem de veículos no lava-jato de propriedade de Jorge Tabory. Ele teria perdido dinheiro com o fato e resolveu se vingar.