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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

CIDADES
Terça-feira, 09 de Junho de 2026, 00h:00

SEGUNDO SEMESTRE

Defesa Civil de MT orienta municípios para iminente retorno do El Niño

Da Reportagem

Neste ano, os governos estadual e federal trabalham com a perspectiva de cenário extremo de seca diante da alta probabilidade de um El Niño forte ou muito forte a partir de julho próximo. Os prognósticos para o segundo semestre de 2026 são de eventos extremos que podem ser registrados em diferentes regiões do país, como chuvas intensas, tempestades, secas, ondas de calor e incêndios florestais.

Em Mato Grosso, a Defesa Civil já orienta os municípios sobre os impactos do fenômeno. As ações de preparação envolvem reuniões técnicas, monitoramento climático e palestras voltadas aos coordenadores municipais de Defesa Civil.

“O objetivo é que os municípios se antecipem aos riscos e se preparem antes que os problemas aconteçam. Quando as equipes acompanham os dados climáticos e se preparam com antecedência, elas conseguem agir mais rápido e minimizar os impactos provocados desse período”, disse o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel BM Marcelo Reveles.

O órgão estadual frisa que o “El Niño” é um fenômeno climático que aquece de forma anormal as águas do Pacífico, altera a circulação atmosférica e influencia o regime de chuvas em diferentes regiões.

Para Mato Grosso, as previsões indicam diminuição das chuvas entre junho e agosto, temperaturas acima da média e maior frequência de ondas de calor. “Esse cenário favorece a ocorrência de incêndios florestais, especialmente nas regiões do Cerrado e do Pantanal”, informou.

Também há possibilidade de impactos na agricultura, na saúde e no abastecimento das cidades, com sinal mais severo para julho e agosto. “Mato Grosso tem uma economia forte ligada ao campo e essa redução de chuvas pode impactar diretamente na produção e na disponibilidade de água”, pontou o secretário adjunto.

Além disso, conforme Marcelo Reveles, a baixa umidade do ar e a fumaça das queimadas costumam agravar os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças e idosos. “Por isso, é importante que os municípios se preparem com antecedência”, destaca.

Para minimizar os impactos do fenômeno nos municípios do Estado, a Defesa Civil orienta as coordenadorias municipais a reforçar as ações preventivas, como revisar os planos de contingência, avaliar a segurança hídrica e a capacidade de abastecimento de água na cidade e promover ações de conscientização da população sobre os riscos do uso do fogo.

Os municípios também devem fortalecer a atenção básica de saúde e avaliar a capacidade de atendimento da rede hospitalar, considerando o possível aumento de ocorrências relacionadas a doenças respiratórias, agravadas principalmente pela baixa umidade do ar e pela fumaça dos incêndios.

As orientações envolvem ainda o acompanhamento contínuo das condições climáticas, o monitoramento de focos de calor e a necessidade de os municípios reforçarem ações preventivas, especialmente nas áreas mais vulneráveis aos efeitos da estiagem.

 


Edição EDIÇÃO 16959




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