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CIDADES
Terça-feira, 03 de Junho de 2014, 21h:27

ATENTADOS

Cuiabá terá 150 homens de prontidão

Ministério da Defesa colocará militares especializados para responder a eventuais casos de atentados durante o Mundial

JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Cerca de 150 homens do Ministério da Defesa ficarão de prontidão, em Cuiabá, para atuar em resposta a eventuais atentados envolvendo agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares, durante a Copa do Mundo, que começa no próximo dia 12 de junho. Ontem, os militares especializados participaram de uma simulação de incidente químico. A atividade, que também envolveu equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do Serviço Móvel de Emergência (SAMU), aconteceu no campo, que fica na 13ª Brigada de Infantaria Motorizada, na capital. No geral, cerca de 600 profissionais atuarão na defesa e socorro em caso de incidentes de alto risco e com várias vítimas durante o Mundial. Na ação, uma bomba suja (fumígena) é acionada vitimando dez pessoas. Alertados sobre o material suspeito, militares do Exército e demais equipes envolvidas chegam ao local, onde é feita a identificação do agente e isolamento da área. Seis vítimas conseguem caminhar até o local de descontaminação, mas outras duas precisam ser transportadas em macas. “A simulação envolveu agente químico sufocante devido aos sintomas apresentados pelos contaminados, como muita tosse e dificuldade de respirar”, informou o oficial especializado em Defesa, Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN), o capitão Alípio Gomes, do 17º Batalhão de Fronteira (BFron), que fica em Campo Grande (MS). Conforme capitão Alípio, em casos como estes, as equipes atuam em três áreas denominadas de “quente”, onde ocorre o incidente, de “morna”, onde as vítimas passam por uma pré-lavagem e é feita a descontaminação, e a fria, onde as vítimas já estão descontaminadas. “Na área quente, no caso de Cuiabá, atuam os militares, os bombeiros e a Defesa Civil, que vão remover os acidentados e leva-os até o posto de descontaminação”, comentou. Após, a vítima é encaminhada pelo Samu para o hospital de referência em atendimento QBRN. No caso de Mato Grosso, o escolhido foi o Hospital Metropolitano, que fica em Várzea Grande. Porém, se o socorro demorar, dependendo do agente, pode haver vítimas fatais. O tempo médio para prestar socorro em casos como estes é de 30 minutos. A descontaminação é feita com agentes próprios para cada tipo de incidente. “Os nossos produtos são de empregos gerais. Então, servem para agentes químicos, biológicos e radiológicos”, observou o capitão. No local, também é feito um cadastro das vítimas. As equipes socorristas usam roupas de proteção, classificadas em níveis “A”, “B” e “C”. Na área quente, por exemplo, são utilizadas do tipo “A” por oferecerem proteção máxima. “A pessoa não entra em contato com ambiente e a respiração é feita por meio do cilindro de ar”, comentou.

Edição EDIÇÃO 16965




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