CIDADES
Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011, 21h:01
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MOBILIDADE
Com projeto, mas sem data
Plano do 1º corredor do BRT está nas mãos de financiador, a Caixa, que ainda vai reavaliar para abrir a licitação
JOANICE DE DEUS
Da Reportagem
Em reunião ontem com o governador Silval Barbosa, o superintendente da Caixa Econômica Federal, Ivo Zecchin, recebeu o projeto executivo do sistema de transporte urbano denominado Bus Rapid Transit (BRT) compreendendo o eixo estrutural do CPA, em Cuiabá, até o Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. A proposta sofrerá algumas alterações e será analisada por técnicos do banco federal e, só depois de aprovada, entrará em processo licitatório. Assim, continua sem previsão para o início das obras. O projeto precisa de algumas correções. O superintendente Ivo disponibilizou engenheiros da Caixa para fazer o acompanhamento e, assim que estiver pronto, vai para licitação, disse Barbosa. Além do eixo CPA/Aeroporto, que terá 14 quilômetros, o sistema BRT contará com outro corredor que passará pela Fernando Corrêa (trevo de acesso à rodovia Palmiro Paes de Barros) até o centro da Capital. A proposta para este trecho deverá ser entregue até 7 de março próximo. Os dois trechos terão 36 estações de integração. A construção dos dois eixos do BRT está orçada em R$ 422 milhões, oriundos do programa Pró-Transportes. Para Zecchin, o acompanhamento por parte de engenheiros da Caixa agilizará os trabalhos. São vários pontos a serem definidos. Disponibilizamos um engenheiro específico para tratar do BRT e vamos fazer as análises da maneira mais rápida possível, já que não se pode fazer a licitação se existirem essas pendências, destacou. Outros R$ 32 milhões serão investidos no corredor viário Mário Andreazza, na cidade vizinha à Capital. De acordo com o presidente da Agência Estadual de Projetos da Copa (Agecopa), Yenês Magalhães, duas das alterações a serem feitas são quanto à construção de viadutos, um deles no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Tenente Coronel Duarte (Prainha), e outro no Porto, nas imediações da Ponte Júlio Müller. Na Mato Grosso será passagem de nível, com semáforos, informou. Na ponte também não terá mais viaduto, reforçou. Embora a área na Mato Grosso não seja tombada, conforme Magalhães, o assunto foi discutido há 15 dias com representantes do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico (Iphan). Com estas mudanças, a Agecopa espera reduzir o número de desapropriações. Conforme Magalhães, ainda nesta semana será contratada a empresa que irá fazer o trabalho de topografia dos trechos por onde passará o BRT. Dentro de 90 dias, essa empresa irá montar uma espécie de dossiê contendo o cadastramento e avaliação em cartório de cada imóvel passível de ser expropriado. O documento será encaminhado à Secretaria Extraordinária de Apoio Institucional às Ações da Copa.