A carreira de professor, que no passado era motivo de orgulho, status e porta de entrada para o primeiro emprego de muita gente, hoje se reinventa para não cair no ostracismo. Instituições com UFMT, Unemat, além das universidades particulares são os centros de formação de professores em Mato Grosso. A coordenadora de Formação Docente da UFMT, Irene Cristina de Mello, afirma que a licenciatura não é mais atrativa como antes por uma série de fatores. Falta perspectiva na carreira, o professor não tem ascensão e nem é valorizado como deveria. Muitos desistem da profissão na hora do estágio, revela. Percebendo a fuga de alunos dos cursos de licenciatura que oferece, a UFMT passou a ofertar bolsas de iniciação à docência. Esse aluno sai melhor qualificado para a sala de aula. Ele vivencia o trabalho como professor, atesta Irene. Até o momento, a universidade mantém 100 bolsistas no programa. Os cursos de licenciatura na área de exatas passaram por reestruturação da grade curricular, que acrescentou horas de estágio e de atividades complementares. Até a última avaliação do MEC, grande parte deles estava com nota 3. Para diminuir o número de professores que ministram disciplina diferente da formação original, o MEC criou cursos com duração de até dois anos para a segunda licenciatura. (DM)