CIDADES
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011, 20h:25
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DESOCUPAÇÃO
Camelôs seguem impedidos de montar bancas; um foi detido
ALCIONE DOS ANJOS
Da Reportagem
Pelo segundo dia os camelôs e vendedores ambulantes que atuavam na região central de Cuiabá foram impedidos de montar suas barracas e vender seus produtos, conforme determina a liminar do Juizado Volante Ambiental (Juvam), que acatou pedido do Ministério Público Estadual (MPE). A categoria novamente se reuniu na praça Ipiranga e, desta vez, fixou cartazes no coreto da praça com frases como: queremos nossos direitos, Ministério Público, trabalho é um direito de todos, não somos bandidos, somos trabalhadores e o povo quer educação, segurança, saúde e água, não policial prendendo trabalhador. Mesmo com o protesto estampado nas frases, tanto os representantes dos ambulantes quanto da prefeitura afirmam que a retirada dos camelôs está sendo feita de forma pacífica. Apesar disso, anteontem, a Polícia Militar e os fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Assuntos Fundiários (SMAAF) realizaram duas apreensões de mercadorias de ambulantes durante o primeiro dia da ação, inclusive com a detenção de um deles. Por volta das 15h um ambulante que estava com alguns CDs teria desacatado os policiais e acabou detido. O outro caso foi a apreensão de pequis de um vendedor por volta das 18h. De acordo com o presidente do Sindicato dos Camelôs (SINCAMAT), Augusto da Silva, os dois ambulantes não são sindicalizados e as apreensões foram feitas porque desrespeitaram a ordem judicial. Todos os ambulantes foram comunicados sobre a ordem. Na hora da abordagem os fiscais explicam de novo, só são apreendidas as mercadores se eles se recusam a sair, justificou o presidente. A presidente da Associação dos Camelôs e Vendedores Ambulantes (ASCAVAC), Aparecida Ribeiro de Oliveira, reclamou da forma truculenta como foi a apreensão. Disse que muitos já estão preocupados com o que vão jantar. São pessoas muito humildes e R$ 10 que não levam para casa fazem falta. Ela lembrou que reuniões estão sendo realizadas para encontrar soluções para o problema. Ontem [anteontem], nos reunimos com os vereadores e hoje [ontem] vamos nos reunir com o promotor do MPE, Gerson Barbosa, adiantou. Com a negativa da transferência provisória para a rua Antônio Maria, a partir do Palácio da Instrução até o entroncamento com a travessa João Dias, os representantes dos camelôs levariam à reunião a sugestão de instalar os 175 camelôs cadastrados para a rua Antînio João (fundos dos Correios) e no Mercado Municipal. Ainda precisamos discutir essa lista, pois existem camelôs antigos que não constam no cadastro, vamos brigar para aumentar esse número, afirmou Silva.