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CIDADES
Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010, 20h:37

OPERAÇÃO MARANELLO

Binho sofre outra perda judicial

ADILSON ROSA
Da Reportagem
O advogado Edésio Ribeiro Neto, o “Binho”, apontado pela Polícia Federal como um dos chefes do tráfico desarticulado através da Operação Maranello, sofreu mais uma derrota judicial. Na última semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido de revogação de sua prisão preventiva. Seus advogados entraram com um pedido de habeas corpus. Em março deste ano, ele havia entrado com recurso junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, onde também foi derrotado. Os advogados de Binho tentam agora um HC no Supremo Tribunal Federal (STF), que é a última instância. Além de Binho, continuam foragidos, o ex-PM Adonai Novais de Oliveira e Jackson da Conceição, todos denunciados através da Operação Maranello. Como não foram localizados pela Justiça, os processos que tramitam na Justiça Federal podem ser desmembrados. Os únicos presos são os policiais civis Wagner Amorim, Adalto Ramalho da Silva, além de Francisco Fernandes, o “Chiquinho”. Binho está foragido desde setembro do ano passado, ocasião em que foi deflagrada a operação por parte da Polícia Federal e ele teve a prisão preventiva decretada. Binho foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o chefe do esquema de tráfico de droga desarticulado durante a ação. A polícia acredita que ele esteja escondido na Bolívia. Na ocasião foram presas 13 pessoas nos estados de Mato Grosso, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Entre os presos estavam policiais civis e empresários da alta sociedade cuiabana. As investigações iniciaram em junho quando a Gerência de Investigação Policial (Gip) da Polícia Civil chegou ao carregamento de 383 quilos de cocaína, na fazenda Sete Irmãos, em Barão de Melgaço. Depois de concluído o inquérito, o Ministério Público Federal denunciou 35 pessoas por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O esquema do tráfico, conforme o MPF, era comandando por um núcleo principal composto por Binho, Adonai, Wagner e Jackson. Edésio é quem arregimentava financiadores, administrava e distribuía a cocaína vinda da Bolívia, conforme a denúncia. Os demais integrantes da organização eram responsáveis por tarefas como a negociação direta com os traficantes, a reunião do dinheiro para pagamento do carregamento de drogas, o transporte dos carros recebidos como pagamento das drogas e o empréstimo de nome para a abertura de empresas que movimentavam o dinheiro do tráfico.

Edição EDIÇÃO 16959




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