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CIDADES
Terça-feira, 19 de Junho de 2007, 20h:23

CASO TIJUCAL

Após 3 adiamentos, Bazanini vai a júri

Até o início da noite de ontem, decisão não havia sido proferida. Em depoimento, o acusado mudou a versão e admitiu que levou Caravelas ao Tijucal

KEITY ROMA
Da Reportagem
Onze anos após ser acusado de participar de um assassinato ligado ao Caso Tijucal, Douglas Bazanini de Souza sentou no banco dos réus. Até o início da noite de ontem, o julgamento pelo Tribunal do Júri não havia terminado. A previsão era de que hoje pela manhã a sentença já estivesse proferida. Antes disso, a audiência já havia sido adiada duas vezes, uma porque o advogado da parte não compareceu e a outra porque a defesa foi substituída de última hora. Durante o depoimento, Bazanini trouxe uma nova versão para o caso. Ele admitiu que levou o ex-policial João da Silva Mendes, conhecido como “Mestre Caravelas”, para buscar a vítima no bairro Tijucal no dia do crime, utilizando o carro da empresa na qual trabalhava. Afirmou que Caravelas tinha um mandado de prisão contra o rapaz e que o levou até o bairro para colaborar com a “segurança pública”. No depoimento prestado à juíza da 12ª Vara Criminal, Maria Aparecida Fago, em março deste ano, Bazanini havia dito que nunca deu carona para Caravelas. O fato mudou o decorrer do julgamento. Isso porque todas as testemunhas de acusação, uma delas que reconheceu Bazanini na época, estavam lá para provar que ele mentiu, que não foi em busca da vítima. Após a confissão, as testemunhas de acusação foram dispensadas. Bazanini foi denunciado pelo Ministério Público Estadual por envolvimento no homicídio de Adriano Barbosa de Lima, conhecido como “Talinha”, ocorrido no dia 30 de abril de 1996. Ele e Caravelas foram ao Tijucal e o ex-policial, armado, teria forçado a vítima a entrar no veículo. O corpo do rapaz foi encontrado, perfurado por tiros, dois dias depois na lagoa do CPA. Para o promotor Flávio Fachone, admitir que foi ao Tijucal com o parceiro é uma estratégia utilizada pelo réu. Uma garota que estava com “Talinha” no dia reconheceu os participantes. Em 1996, Bazanini confessou o crime, mas agora alega que foi torturado. Caravelas e outro condenado cumprem pena em liberdade. Bazanini estava foragido em Goiás desde 1996.

Edição EDIÇÃO 16959




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