BRASIL
Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011, 19h:14
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SALVATORE CACCIOLA
Justiça concede regime semiaberto a banqueiro
MARCELO AULER
Da Agência Estado Rio
Preso há 3 anos e quatro meses, desde que foi encontrado pela polícia do Principado de Mônaco passeando em uma praça, o banqueiro italiano Salvatore Alberto Cacciola está prestes a circular fora dos muros dos presídios, a partir da concessão do regime semiaberto que lhe foi concedido, anteontem, pela juíza Roberta Barrouin Carvalho de Souza, da Vara de Execuções Penais do Rio. Sem perda de tempo, seu advogado, Manuel de Jesus Soares, anunciou que ontem mesmo ingressaria em juízo com o primeiro pedido de benefício para o cliente: a Visita Periódica ao Lar (VPL) que, dependendo da decisão do juiz, pode ser durante um fim de semana integral, saindo aos sábados pela manhã e voltando no domingo à noite. Na semana que vem ele pretende pedir autorização para o preso trabalhar, mas depende de uma proposta de emprego que ainda não quis anunciar. Cacciola poderá ser um dos primeiros presos a usar, no Rio, as tornozeleiras ou pulseiras com chips que controlam presidiários em liberdade provisória. Na véspera de sair sua progressão de regime, o Tribunal de Justiça e a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) firmaram acordo para utilizar 300 destes apetrechos, a partir de 2 de fevereiro, quarta-feira. "Todos os presos que tiverem direito a sair do presídio usarão o equipamento", anunciou o presidente do Tribunal, Luiz Zveiter, na quarta-feira. Com a passagem para o regime semiaberto, Cacciola deverá ser transferido do Presidido de Bangu 8 para o Instituto Penal Plácido Sá Carvalho, onde terá maior liberdade interna. Mas para atravessar os muros do presídio e deixar o Complexo de Gericinó, onde se concentram 19 instituições carcerárias, ele dependerá de autorização do juiz que analisará caso a caso, inclusive investigando a promessa de emprego e pedindo a manifestação de assistentes sociais sobre as visitas periódicas ao lar.