BRASIL
Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012, 19h:33
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GREVE/PM
Homicídios aumentam; sem acordo situação é tensa
Oficiais da PM decidem hoje se aderem à greve, e número de mortes chega a 135 na região de Salvador
Chegou a 136 o número de homicídios registrados em Salvador e região metropolitana desde o início da greve dos policiais militares da Bahia. Ontem, seis pessoas foram assassinadas, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado. O último óbito foi anotado no início da manhã. Um homem de identidade ignorada foi morto na alameda Praia, no bairro Stella Maris, por volta das 10h25. Os demais homicídios ocorreram nos bairros de Brotas, Ribeira e Bonfim, e no município de Jaguaripe, na Grande Salvador. Sem acordo entre o governo e grevistas, a paralisação entrou ontem no nono dia. O cenário em frente à Assembleia Legislativa, onde estão acampados os PMs amotinados, voltou a ficar tenso pela manhã, após uma madrugada tranquila. Os cerca de 500 policiais militares que estão concentrados do lado de fora da Assembleia Legislativa da Bahia ameaçam fechar a avenida Paralela, via expressa que liga o aeroporto ao centro de Salvador. Houve um princípio de confronto quando homens do Exército mudaram a posição das cercas que estão posicionadas ao redor do Parlamento. O presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), Marco Prisco, que lidera a paralisação, declarou que os grevistas se preparam para um embate. "A movimentação está diferente e também estamos nos preparando", afirmou ele. Desde a manhã de ontem, as tropas federais não estão deixando entrar mais alimentos e água para os amotinados que permanecem no Parlamento, ao contrário de ontem, quando houve uma flexibilização do comandante da operação, o general Gonçalves Dias. O militar, que completava 62 anos, recebeu um bolo de presente dos grevistas e se emocionou. A cena de carinho teria desagradado o Palácio do Planalto, que entendeu ser uma manifestação de fraqueza de Dias. Ele teria recebido ordens para mudar seu estilo e "apertar" o cerco. A todo o momento, chegam mais reforços do Exército. O efetivo, que anteontem era de 1.038 homens, aumentou para 1.308 homens na manhã desta quarta. Além disso, o local também é vigiado por tropas da Força Nacional, da Polícia Federal e de PMs da Caatinga e do Semi-Árido nordestino. Nesta manhã, toda a Assembleia está cercada, ao contrário dos primeiros dias, quando o foco do efetivo federal estava em frente ao Parlamento. Os acessos ao Centro Administrativo da Bahia (CAB) voltaram a ser fechados. BRASÍLIA Os oficiais da Polícia Militar da Bahia marcaram para hoje, às 18h, assembleia para decidir se aderem à paralisação da corporação. A assembleia foi convocada pela Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia, que representa cerca de 1,6 mil militares. A adesão dos oficiais à paralisação parece cada vez mais iminente. Anteontem à noite, um grupo de cerca de 50 oficiais tenentes foi ao prédio da Assembleia Legislativa prestar solidariedade aos policiais que ocupam o prédio desde a terça-feira (1º) da semana passada.