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BRASIL
Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010, 20h:44

DILMA E EUA

Embaixador vê relação "positiva"

ANNE WARTH
Da Agência Estado - São Paulo
O embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, disse ontem que seu país tem uma relação "positiva e de longo prazo" com a presidente eleita Dilma Rousseff. Ao visitar ontem de manhã a sede da Ordem dos Advogados do Brasil - seccional São Paulo (OAB-SP), Shannon citou várias ocasiões em que Dilma visitou os Estados Unidos, como secretária de Energia do Rio Grande do Sul nos anos 90 e como ministra de Minas e Energia e da Casa Civil no governo Lula. Ele negou que os Estados Unidos possuam qualquer tipo de informação sobre a participação de Dilma em ações terroristas durante o regime militar, conforme divulgou a ONG Wikileaks. Na edição de ontem, o jornal Folha de S. Paulo publicou que o WikiLeaks teve acesso a telegrama confidencial de 2005 da diplomacia dos Estados Unidos que afirma que Dilma "organizou três assaltos a bancos" e "planejou o legendário assalto popularmente conhecido como 'roubo ao cofre do Adhemar' durante o regime militar. "Como eu falei ontem, o governo dos Estados Unidos não tem informação alguma sobre essas informações", afirmou. "É importante indicar que a nossa relação com a presidente eleita é positiva e de longo prazo." De acordo com Shannon, Dilma já foi convidada desde que foi eleita pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, para visitar a Casa Branca. "Essa série de experiências com ela mostra claramente nossa confiança nela e as relações excelentes que temos com a presidente eleita", disse. Shannon também fez comentários sobre a entrevista concedida na semana passada por Dilma ao jornal Washington Post. Para ele, a entrevista foi "excelente" e foi muito bem-recebida por Washington. Na entrevista, a presidente eleita afirmou que se sentia desconfortável, como mulher, com a violação de direitos humanos no Irã e a condenação à morte por apedrejamento de Sakineh Ashtiani. "A entrevista mostra a habilidade de Dilma de separar uma política com o Irã e o problema de direitos humanos que existe no país. Isso é muito importante e mostra uma área em que muitos países e organizações não-governamentais querem aprofundar e construir um espaço em que podemos colaborar de maneira importante", afirmou o embaixador dos Estados Unidos no Brasil.

Edição EDIÇÃO 16959




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