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BRASIL
Quarta-feira, 12 de Maio de 2010, 20h:31

ALIANÇAS

Decisão do TSE dificulta negociações nos Estados

A decisão, por exemplo, impede que vários partidos se coliguem para governador

ANA PAULA SCINOCCA e MARIÂNGELA GALLUCCI
Da Agência Estado - Brasília
Em freio à poligamia eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) restringiu a formação de alianças aleatórias no Estados. Ontem, o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que as coligações feitas na campanha deste ano terão de ser mais coerentes. Uma decisão unânime tomada na noite de terça-feira pelo TSE impede que vários partidos se coliguem para governador, mas fiquem separados na disputa pelo Senado. Apesar de a decisão ter reduzido as possibilidades de coligação, Lewandowski considera que não houve um engessamento das alianças. "Eu não gostaria de usar a palavra engessado. Eu acho que deve haver mais uma coerência. As alianças devem guardar uma coerência maior. A decisão foi no sentido de que as alianças mantivessem uma certa coerência política e ideológica", disse Lewandowski. Na prática, a decisão do TSE dificulta as negociações de alianças nos Estados. O tribunal chegou a essa conclusão durante o julgamento de consultas do senador Francisco Dornelles (PP-RJ) e do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). CONGRESSO A decisão do TSE de que a coligação partidária estadual deve ser a mesma tanto para os candidatos ao governo de Estado, como para aqueles que concorrem ao Senado, foi bem recebida por senadores ontem. "A coligação majoritária tem de ser uma só. Caso contrário, ficaria estabelecida uma anarquia", afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Para o também tucano Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, a decisão mostra "coerência" do tribunal. A líder do governo no Congresso, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), também defendeu a decisão do tribunal. "É muito coerente. Deveria ser assim também em relações às coligações estaduais e nacionais. Não pode haver mais flexibilização", anotou. A resposta do TSE terá influência direta principalmente nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. No caso do Rio, o PV terá, com a decisão de ontem, que sacrificar sua pré-candidata ao Senado, a vereadora Aspásia Camargo, para dar espaço ao ex-prefeito do Rio, César Maia (DEM). Isso porque a aliança com o DEM é fundamental para que o pré-candidato do partido ao governo, Fernando Gabeira, ganhe mais tempo no horário da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Além do PV e do DEM, também farão parte da coligação o PSDB e o PPS, que tem Marcelo Cerqueira como pré-candidato ao Senado. GREVE O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, disse ontem que as reivindicações dos servidores do Judiciário são justas, mas que o TSE não permitirá que uma possível greve prejudique o andamento do processo eleitoral. Os servidores querem a aprovação do projeto de lei que dispõe sobre a revisão do plano de carreira do Judiciário e ameaçam paralisar as atividades nos próximos dias.

Edição EDIÇÃO 16959




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