BRASIL
Sexta-feira, 18 de Junho de 2010, 20h:43
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PERNAMBUCO
Chuvas causam nove mortes, entre elas cinco crianças
ANGELA LACERDA
Da Agência Estado Recife
As fortes chuvas que caíram sobre o Recife, região metropolitana e municípios da zona da mata e agreste pernambucano, deixaram nove mortos - cinco crianças e quatro adultos - e provocaram deslizamentos de barreiras, soterramento de casas, transbordamento de rios e alagamento de cidades, deixando mais de 10,5 mil pessoas fora de suas casas, sendo 4.969 desabrigadas e 5.573 desalojadas. De acordo com a Coordenadoria estadual de Defesa Civil (Codecipe), 40 municípios foram afetados. Do total de mortes, oito ocorreram no Recife e uma no município de Cortês, na zona da mata. Até o início da noite de ontem, 13 dos municípios atingidos pelas águas decretaram estado de emergência. Algumas cidades, que tinham organizado pátios para apresentações juninas e forró no final de semana cancelaram a festa, a exemplo de Vitória de Santo Antão, na zona da mata sul, que teve áreas alagadas pela água. Ali choveu, em 24 horas, de acordo com a Codecipe, 155 milímetros. A média histórica das chuvas em junho é de 350 milímetros. Somente em Escada, na zona da mata, mais de mil pessoas ficaram desabrigadas. MORTES No Recife, que se encontra em estado de alerta máximo, choveu em 12 horas - entre anteontem e ontem - 170 milímetros, de acordo com o prefeito João da Costa. O volume equivale à metade da média do mês. No bairro da Linha do Tiro, na zona norte da cidade, uma tragédia: uma família inteira, os pais e três filhas de idades entre três e 12 anos, morreu soterrada, enquanto dormia, na noite da quinta-feira. A casa foi atingida pelo deslizamento de uma barreira. Ontem, mais três mortes foram registradas, todas no bairro de Dois Unidos, também na zona norte da capital. O corpo de um homem foi encontrado pelos bombeiros durante o resgate do corpo de um bebê de oito meses, que teve o quarto onde dormia soterrado. Uma outra criança, de um ano, foi levada pelos pais - por precaução - para dormir na casa da avó porque a casa onde residem, em área mais baixa, corria o risco de ser alagada. O deslizamento de uma barreira atingiu a área onde se encontrava a criança, que morreu. Em Cortês, na zona da mata sul, uma barreira deslizou e caiu sobre a casa de um homem, na área central da cidade, que também morreu.