Sem avançar nas pesquisas de intenção de voto, a coordenação de campanha do PV à Presidência da República decidiu mudar a estratégia de comunicação para fazer com que Marina Silva chegue ao segundo turno. A aposta da coordenação é tirar o foco da apresentação de propostas para apontar as diferenças entre a candidata verde e seus adversários Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PV). "Não vamos mudar no sentido de fazer uma campanha agressiva, vamos realçar as diferenças", contou o coordenador geral da campanha, João Paulo Capobianco. Ele negou que os coordenadores de Marina tenham sido atingidos pelo clima de derrota e informou que só depois de 3 de outubro (1º turno das eleições) a executiva do PV se reunirá para definir o futuro do partido caso Dilma ganhe a disputa já no primeiro turno. "A eleição não está definida, a dinâmica eleitoral está ocorrendo e nós temos o melhor time", disse. A coordenação do PV admite que o cenário é muito favorável à candidata do PT, que os números e a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito estão "surpreendendo a todos" e que alguns colaboradores acreditam que a situação é irreversível, mesmo com um mês de campanha pela frente. "Vamos trabalhar dobrado porque existe uma janela de oportunidade. Nós estamos no jogo, indo para as semifinais e queremos estar na final", disse o coordenador ao questionar a capacidade de sustentação da candidatura petista nos atuais índices de votação "Não vamos fazer como o Dunga, voltar no segundo tempo com a mesma estratégia. Vamos disputar até o último segundo do segundo tempo", completou.