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BRASIL
Segunda-feira, 06 de Maio de 2013, 20h:42

PC FARIAS

Acusados de matar estão são julgados

DANIEL MELLO
Repórter da Agência Brasil
Começou ontem no período da tarde o julgamento de quatro acusados de envolvimento no assassinato de Paulo César Farias, conhecido como PC Farias, e da namorada, Suzana Marcolino, em 1996. O julgamento, que acontece em Maceió (AL), começou duas horas após o horário previsto e foi suspenso às 20h. A previsão é que o julgamento continue até sexta-feira. O júri é composto por duas mulheres e cinco homens. A primeira sessão do julgamento começou com os depoimentos das duas testemunhas arroladas pelo Ministério Público (MP). Às 15h45, a primeira testemunha foi interrogada pelo juiz Maurício Breda, da 8ª Vara Criminal. Serão ouvidas mais 25 testemunhas entre acusação e defesa, incluindo o irmão do empresário Augusto Farias. São julgados Adeildo Costa dos Santos, Reinaldo Correia de Lima Filho, Josemar Faustino dos Santos e José Geraldo da Silva, policiais militares que trabalhavam como seguranças de PC. O Ministério Público pede a condenação dos quatro por homicídio qualificado. Segundo a tese do promotor Marcos Louzinho, os quatro participaram do crime ao menos por omissão, uma vez que deveriam cuidar da integridade do empresário. O promotor disse estar preparado para desmontar a tese de que Suzana teria assassinado PC e, em seguida, se suicidado, como levantado à época do crime. “Esta promotoria criminal convocou cinco testemunhas e dois peritos. É a quantidade de pessoas suficientes para comprovar que não houve a prática de um assassinato e, depois, um suicídio”, destaca Louzinho. Tesoureiro da campanha do ex-presidente Fernando Collor de Mello, PC Farias era apontado como uma das pessoas mais próximas do então presidente. Ele foi denunciado por sonegação fiscal, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. "Esta promotoria criminal convocou cinco testemunhas e dois peritos. É a quantidade de pessoas suficientes para comprovar que não houve a prática de um assassinato e, depois, um suicídio", disse o promotor Marcos Mousinho. As demais testemunhas foram arroladas pela defesa dos quatro réus. OS CRIMES Paulo César Farias e Suzana Marcolino foram assassinados na madrugada do dia 26 de junho de 1996, em uma casa de praia em Guaxuma. À época, o empresário respondia a vários processos e estava em liberdade condicional. Ele era acusado dos crimes de sonegação de impostos, falsidade ideológica e enriquecimento ilícito. A morte de PC Farias chegou a ser investigada como queima de arquivo, já que a polícia suspeitou que o ex-tesoureiro poderia revelar nomes de outras pessoas que teriam participação nos mesmos ilícitos. Entretanto, a primeira versão do caso, que foi apresentada pelo delegado Cícero Torres e pelo legista Badan Palhares, apontou para crime passional. Suzana teria assassinado o namorado e, na sequência, tirado a própria vida. A versão foi contestada pelo médico George Sanguinetti, que descartou tal possibilidade e, mais tarde, novamente questionada por uma equipe de peritos convocados para atuar no caso. Os profissionais forneceram à polícia um contralaudo que comprovaria a impossibilidade, de acordo com a posição dos projéteis, da tese de homicídio seguido de suicídio.

Edição EDIÇÃO 16959




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