A expressão quadrilha tão em voga no Brasil nos últimos anos tem confundido a mente das pessoas no país inteiro. Então, vamos tentar neste artigo distinguir quadrilha do bem de quadrilhas do mal, para melhor compreensão de todos: A quadrilha da alegria da descontração, do bem-estar coletivo, é uma contradança interessante e divertida, espalhada há séculos pelo mundo inteiro. É de origem holandesa com influência portuguesa. Vinda da Ilha de Açores, teve seu apogeu no século XVIII na França, onde recebeu o nome de Neitherse, tornando-se popular nos salões aristocráticos e burgueses do século XVII em todo o mundo ocidental. Introduzida no Brasil durante o período colonial, em 1930, pelo aparato militar da época, fez bastante sucesso nos salões brasileiros a partir do século XIX. Porém, as primeiras manifestações populares dessa contradança ocorreram nas festas juninas chamadas de Quadrilha de Arraiais. Como se desenvolve essa dança? Um animador vai pronunciando frases enquanto os demais participantes, geralmente em casais, se movimentam de acordo com as mesmas. Para alguns cientistas sociais, especialmente antropólogos, tal forma de entretenimento representa uma permanência do pensamento evolucionista. Para evoluir com beleza e graciosidade utilizam-se instrumentos musicais tais como a Sanfona e o "Triângulo". A "Zabumba, a Viola e a chamada Rebeca também são bastante comuns. Por outro lado, fortaleceu-se no Brasil nos últimos anos uma modalidade de atividade ilícita praticada especialmente por agentes públicos, denominada pelo Código Penal Brasileiro de quadrilhas ou gangues, conhecidas mais comumente como coletivo de ladrões, bandidos, conspiradores, bandos ou criminosos de uma forma geral. Segundo o artigo nº 288 do Código Penal, associarem-se mais de três pessoas, em quadrilhas ou bandos, para o fim de cometerem crimes. Normalmente, estas "Gangues Brasileiras" costumam atacar de forma rápida, fria e calculada, para não deixar marcas ou rastros possíveis de descobertas de seus delitos. Para o Código Penal Brasileiro, é preciso que existam três ou mais pessoas para que se tipifique o termo como quadrilhas ou gangues, ou seja, quatro ou mais agentes conspirando algum delito. Como exemplo o caso da família Manson, nos Estados Unidos da América do Norte. Sobre o qual a Interpol mostra a forma organizacional de aparelhos e órgão, como se o corpo humano o fosse. Algo que se exige consciência uma-ideologia, para compor-se de forma organizada. A Interpol alerta ainda que nem sempre a figura do chefe se confunde com a figura do mentor, como foi o caso citado da Família Manson. Daí o nome, Família, Gangue, Partido e outras denominações presentes na biblioteca do Interpol. Essa última, muitas vezes, ligada ao Estado. Ao Poder, à Conquista do Estado, como se um guerrilheiro o fosse. Segundo a nova doutrina do Direito Internacional Público, vide assunto junto à Organização das Nações Unidas (ONU), podendo-se conceber-se mais sobre o tema. Como exemplos brasileiros tem-se os casos em cursos do Mensalão, Mensalinho, Cachoeira, Rosemary, Delta, Valerioduto... Uma indecência geral! Pode-se também interpretar quadrilha pelo lado doce da vida, segundo Carlos Drummond de Andrade, como: João que amava Tereza que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém... João foi para os Estados Unidos, Tereza para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para titia, Joaquim suicidou-se e Lili se casou com J. Pinto Fernandes, que não tinha entrado na história. * ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em Fogo Florestal e prof.-pesquisador da UFMT/Seduc
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