NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ARTIGO
Quarta-feira, 25 de Julho de 2012, 21h:45

LUIZ VICENTE DORILEO DA SILVA

Marketing político digital

O marketing político digital é uma nova área do marketing digital. Foi testado e aprovado tendo como o primeiro caso de sucesso a eleição do presidente dos EUA, Barack Obama, o “presidente digital”, em 2008. O sucesso da campanha de Obama fez com que políticos do mundo todo começassem a sonhar com a possibilidade de usar a internet em suas campanhas. Entretanto, é importante perceber que o presidente americano não ganhou as eleições por causa da internet, mas não teria sido eleito sem ela. O grande trunfo que influenciou a sua campanha eleitoral foi o conhecimento sobre o uso da internet e a profissionalização do seu marketing político digital. Sendo assim, nenhum candidato irá vencer as eleições 2012 por causa da internet, mas certamente muitos vão perder por causa dela ou por conta da ausência desta ferramenta em sua campanha. Se você ainda tem dúvida se a internet vai fazer diferença nesta eleição, imagine o perfil de comportamento dos eleitores com idade entre 18 e 24 anos. Eles são a chamada geração Y, que nasceu com a internet e que teve na sua adolescência a companhia do Facebook, YouTube, MSN, Orkut, etc. Surge aqui novo tipo de eleitor, que não apenas recebe informação e sim interage, influencia, opina, propaga e desenvolve conteúdo. É um ser bastante ativo nas chamadas mídias sociais. Este eleitorado seguramente usará a internet para pesquisar, se informar, debater e decidir seu voto. Para atingir este novo eleitor é preciso parar de vender o passado para quem quer comprar o futuro. O candidato deve se relacionar com o eleitorado, criar campanhas colaborativas e deixar que o eleitor participe e direcione parte desta campanha. Dessa forma, ele esta se apoiando no grau de atividade do consumidor, ou, melhor dizendo, do eleitor. Para este novo eleitor digital não interessa o partido nem o número e sim a pessoa e as propostas. Se ele se interessou, vai fazer uma pesquisa nos sites de busca para procurar o número e votar. Portanto, estar presente nas redes sociais em 2012 não será o suficiente para obter a vitória nas urnas. De nada adianta enviar milhares de e-mails com propaganda, estar no Facebook, criar um Twitter, enviar milhares de boletins generalistas e colocar alguns vídeos no YouTube. Também não adianta usar a internet como se usa a TV ou a propaganda convencional. É preciso inovar e criar e executar estratégias criativas, inéditas e que trabalhem a personalização das mensagens para públicos específicos. O grande diferencial é que, neste mundo virtual, o eleitor quer e pode interagir diretamente com o candidato em busca de diálogo, debate e uma maior participação. Neste novo ambiente o candidato está em busca de admiradores que acreditem nas suas propostas e, junto com eles, deve desenvolver um trabalho baseado em informações e relacionamento. Fica evidente que a internet já atingiu tamanho suficiente para influenciar qualquer eleição, mas para que ela faça a diferença é preciso que o postulante se profissionalize e faça um planejamento específico de marketing político digital, visando obter o máximo de resultado sem infringir as leis que regem esse novo tipo de serviço. E fica a dica: Não é aconselhável copiar Obama. Que este sirva apenas como referência e inspiração. A eleição da qual ele participa tem história, cultura, momento e economia diferentes da nossa. É preciso haver bom-senso! *LUIZ VICENTE DORILEO DA SILVA (SHIPÚ) é administrador com MBA Executivo Internacional FGV/Ohio University e Especialista em Gestão Estratégica de Marketing ESPM

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL