Santuário Ecológico. Este é o rótulo dado pela coalização de ONGs lideradas pelo Worldwide Fund for Nature, conhecido pela sigla WWF e presidido pelo marido da rainha da Inglaterra, o príncipe Philip. O título não foi casual. Levou em conta a religiosidade do brasileiro ao qual tenta passar a imagem do Pantanal como se aquela imensidão alagada fosse divina, sacra. Para a Amazônia o mesmo cidadão consorte criou a figura da sustentabilidade. De pulmão da humanidade. O Estado brasileiro mergulhado na corrupção, peleguismo e na velhacaria casuística, não tem voz nem moral para reagir. O povo, induzido por setores da mídia controlados por interesses inconfessáveis, se deixa levar pelo canto da sereia. Os interesses supranacionais estrangulam o Brasil, de tal modo, que em breve teremos que fazer curso de mágica, para podermos tirar coelhos da cartola e nos alimentarmos com a lebre do ilusionismo, já que produzir alimentos é algo quase impossível, atividade a um passo da criminalização. A questão amazônica não pode ser tratada com visão internacional. Também não será solucionada por decreto nem medida provisória que estabelece na frieza do texto o percentual máximo de 20% para a antropização de Vila Bela da Santíssima Trindade, sem levar em consideração que desde o Quilombo do Piolho, da rainha negra Teresa de Benguela, a cobertura vegetal daquele município cede lugar ao agricultor e pecuarista. A astúcia dos estrategistas do príncipe consorte e seus aliados cria um fosso no Brasil. Lança brasileiro contra brasileiro. Pode ser que o canibalismo ambiental instigado resulte em breve na criação do Continente Verde, vizinho ao norte daquele que foi o maior país da América do Sul. EM TEMPO: Em 30 de maio, data comemorativa ao Dia do Geólogo, o Clube dos Geólogos e a Associação dos Geólogos do Estado de Mato Grosso, juntamente com a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas (ABAS), outorgaram Placa Memorial por serviços prestados à atividade mineral mato-grossense aos secretários de Estado Luís Daldegan (Meio Ambiente) e Pedro Nadaf (Indústria, Comércio, Minas e Energia); ao gerente da Mineração Caraíba, doutor Sidney Fraguas Júnior; ao professor da UFMT, doutor Gerson Saes; e ao geólogo Marco Maciel, todos merecedores daquela honraria. Nessa solenidade também fui reverenciado com a mesma distinção e agradeço aos homenageadores. EDUARDO GOMES é jornalista
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