A campanha política de 2010 em Cuiabá começou exatamente no ano de sua fundação. Porém, os índios, os espanhóis, os ingleses, os franceses e os portugueses eram mais competentes. Afinal, já faziam turismo por aqui com nossas indiazinhas mesmo sem criarem a pasta do turismo de hoje que arrebentou com esse vai-vem de estrangeiros pedófilos que sempre fizeram piruetas por aqui. Engraçado, nossos pais e avós eram pedófilos e ninguém publicava isso. Explico. A garotada despertava para o sexo exatamente como hoje. As meninas, a partir dos oito aos onze anos. Os meninos eram mais bobós e só descobriam muito mais coisas sobre as gostosuras que existem abaixo da cintura lá pelos dezessete aos quarenta e nove anos. Era comum uma jovem de dez/onze anos provocar seu coleguinha de dezesseis anos até um dia eles acordarem casados. Garotos de dezoito, vinte, trinta anos namorando moças feitas de treze/catorze anos. Nossos pais se casavam com doze a catorze anos. Ora, claro que havia o namoro antes. Imaginem hoje um jovem feito, de terno e gravata, chapéu/tipo Santos Dumont, bengala chique, com, no máximo, dezenove/vinte anos, considerados velhos naquela época, passeando de braços com sua namorada de onze anos?... Cadeia. Pedofilia. É claro que o tempo passava rápido demais. Todo mundo que eu conhecia tinha mais de sete filhos. Pais jovens ainda. Os filhos de pais ricos eram todos formados nos Estados Unidos e puteiros toda vida. Os pobres-bolsas-família viraram políticos. Também puteiros, pois ninguém é de ferro. Hoje, uma diferença que impressiona. Se aos trinta anos de passado ainda recente era o fim da vida, velhos cujo ditado a vida começa aos quarenta anos significava a vida após a morte, deram lugar às moças lindas, tipo Dilma Roussef, com sessenta ou mais anos. Na verdade, viviam desde cedo somente tudo na vida, porém, aos quarenta anos é inacreditável a cara de nossos antepassados. Um bagaço prá ninguém botar defeito. As meninas de sessenta anos de hoje são mais lindas do que nossas avós de 30 anos de idade, na era da pedra lascada, lá pelos idos de 1960... Por aí. Numa coisa, porém, tudo continua igual. Eu só queria que existisse a Polícia Federal essa de hoje - nesse passado recente daqui. Aqueles memoráveis, lindos e saudosos escândalos da Matoveg, Bemat, Sudam, Sudeco, ferrovia, Caixa Econômica, INPS, maçaricos no cofre da Sefaz, estádio Presidente da República Marechal Eurico Gaspar Dutra, o Maracanã Cuiabano cujos dinheiros de/para tais sumiram nos lençóis das famílias daqui que mandavam até em Deus. O DNER, o Dermat que era também conhecido por DERMIG por estacionar todos os engenheiros de Minas Gerais como funcionários dele cuja sede era ali quase ao lado de nosso Choppão com saudosos e competentes assaltos aos cofres de MT. Apenas cães e cuiabanos eram impedidos de cultivarem trabalhos naquela esotérica repartição das noites interessantes de meu bem. Nem concursos existiam. Numa coisa o presente empata com o passado: políticos vazios. Ocos. Zangados com a vida e com Cuiabá ou debochados contra o vernáculo e nossa gente e nossos valores. Ouvi certa entrevista feita pela Rádio Gazeta CNN, onde o Davi De Paula e o excelente amigo Alfredo da Costa Menezes tentaram sem êxito espremer certo candidato analfabeto sobre uma repito, disse uma só proposta de governo. Em vão. Tal político zangado eterno deve possuir uma assessoria alienígena também e muito, mas muito mesmo, incompetente! Tais políticos conseguem a proeza de falar durante horas sobre nada! Só e tudo na primeira pessoa do singular, terminando sempre com o famoso: EU vim, vi e venci na vida. Aqui. Fazendo cocô no prato em que come! Ora, assessores do Papa João Paulo II, ensinem ao moço a mentir. Sejam competentes como todos os outros bons políticos candidatos a tudo por aqui. Mintam. Mintam muito. * PAULO ZAVIASKY é jornalista
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