NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 07 de Maio de 2010, 20h:59

MARIANNA PERES

Bope e a truculência - II

Como dizia ontem, o tal Bope apontado como “Darijarbas” que saltou da blazer cheio de coragem, virou cordeirinho depois que percebeu que toda a ação abusiva da polícia no último domingo em frente ao Choppão foi registrada por uma câmera de segurança instalada no cruzamento com a Estevão de Mendonça. Exijo que a Sejusp apresente as imagens e prove que as pessoas que estavam ali comemorando, como já disse no artigo de ontem, casais, famílias e crianças, foram vítimas de uma ação truculenta e totalmente injustificável. O policial que atirou era um meio gordinho, cara redonda – meio parrudinho - e tão “corajoso” sob a farda do Bope como o colega que gosta de distribuir cacetadas. A revolta com a ação foi tamanha que vários torcedores usaram os celulares para filmar as agressões. Pelo menos dois torcedores filmaram de frente – ângulo privilegiado – quando uns cinco policiais participaram para cima de um torcedor. Diziam que ele tinha lançado latas de cerveja contra o carro ou o policial. Naquela altura não se entendia mais nada. O torcedor não agiu certo, mas a reação foi justamente uma resposta a truculência do Bope. Não encontrei esses vídeos na internet ainda. Peço que essas pessoas postem os vídeos e que o comandante responsável pelo Bope dê uma explicação, porque ali, naquele lugar, não havia bandido, maloqueiro, boca de fumo ou vagabundos. Havia pessoas trabalhadoras que comemoravam um título e que foram desrespeitadas pela autoridade que deveria resguardar a integridade de todos presentes. Aí vem a dúvida. Será que se fosse comemoração do Flamengo ou do Corinthians, times de massa, esses policiais teriam coragem de ir até lá? Claro que não. Gostaria muito que essa “força” e que esses homens com dupla farda – PM e Bope – tivessem coragem de realmente combater o crime e que a tal força fosse usada para defender o cidadão de bem e não agredi-lo. Essa é a polícia que “treina” para tratar multidões na Copa e que será a vitrine do que vem para 2014? Não temos favelas, mas temos bairros onde todo mundo sabe dos altos níveis de violência e do intenso tráfico de drogas. Cadê a coragem dos homens de farda dupla que sabem onde isso ocorre e nada fazem? Para um treinamento prático sugiro que aos sábados à noite se faça uma blitz na Avenida Getúlio Vargas passando o bafômetro nos motoristas. Mas isso é utopia, sabe por quê? Porque a maior parte dos motoristas flagrados com álcool serão filhos, netos, amigos, parentes de pessoas influentes. Como se vê, a coragem vai até um ponto e pára no seguinte. Eu como cidadã espero uma resposta desta ação, que por sorte, não trouxe nenhuma perda humana. MARIANNA PERES é editora de Economia do Diário

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL