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ARTIGO
Terça-feira, 04 de Outubro de 2011, 19h:21

SUELY BURIASCO

Agir ou Reagir?

Rotineiramente deparamo-nos com notícias de violência de todas as formas que surgem a partir de uma simples discussão ou desentendimento. É no trânsito, nos bancos, nas escolas ou em qualquer lugar público. Pessoas assassinadas ou vítimas de mãos homicidas que por um milagre ainda sobrevivem, mas que passam a ter a vida marcada pelo trauma. Violências provocadas por indivíduos que não aceitam ser contrariados e por quaisquer motivos têm feito com que seus semelhantes vivam sofrimentos incalculáveis e atrozes, além das consequências amplas que eles geram pelo resto de suas vidas. Dores que nem o tempo e nem a memória apagam. A impressão que se tem é que as pessoas estão vivendo além de seus próprios limites, levando a vida como verdadeiras “bombas” podendo ser detonadas a qualquer instante. E motivos para “estourar” não faltam: dificuldades financeiras, de relacionamento, o estresse do trânsito, do trabalho... Enfim, quem não mantém o equilíbrio pode não suportar tanta pressão e acabar por descompor-se em situações corriqueiras, que poderiam ser resolvidas tranquilamente. É importante que reflitamos sobre nossas ações e, mais ainda sobre nossas reações, a fim de perceber em nós mesmos formas de deter impulsos primitivos, antes que nos envolvamos em sofrimento pior por não suportarmos ser contrariados ou molestados. E ainda, como não sabemos quem vamos encontrar pela frente, outra medida de segurança é não reagir diante de ofensas ou qualquer palavras torpes vindas de estranhos. Antes de tirar satisfação talvez fosse interessante pensar se vale à pena, ou seja, se o que vai conseguir com isso compensa o risco. Não aceitar impropérios, não se envolver em discussões ou em qualquer desentendimento é sempre medida sábia, pois, quem mantém a calma tem muito mais chances de sair-se bem em qualquer situação. O que distingue o ser humano dos outros animais é a capacidade de pensar, raciocinar e decidir. Quando as pessoas se deixam levar pelas circunstâncias estão “reagindo” por instinto, aproximando-se dos irracionais; mas quando criam situações novas e raciocinadas estão “agindo”. Dessa forma, atingem com maior facilidade seus interesses, pois, conduzem a situação e estão mais aptas a encontrar soluções pacíficas e satisfatórias. Portanto, “agir” é muito mais inteligente do que “reagir”. Penso que estar em paz é muito mais importante que ter razão e, provar que se está certo é tão estressante e penoso que, realmente, tem que ser por algo ou alguém muito importante. *SUELY BURIASCO é educadora www.suelyburiasco.com.br

Edição EDIÇÃO 16959




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