Desde que o deputado Ademir Bruneto (PT) assumiu a presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), no mês passado, foram apresentados 21 vetos na comissão, sendo 17 totais e quatro parciais. A informação é da própria Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Entre esses vetos estão o do Fundo de Assistência Parlamentar (FAP), que ainda não foi julgado no plenário da Casa. Após vistas do único defensor público da atuação do fundo, deputado Guilherme Maluf (PSDB), o projeto vetado pelo Executivo está para ser votado, mas isso não acontece. O que a CCJR tinha que fazer, nós fizemos. Colocamos a pauta como prioridade, mas isso não está sendo tratado no plenário, disse Ademir Bruneto. Questionado sobre o motivo da demora, Bruneto destacou que não sabe. Segundo ele, a pauta pode suprimir outros vetos, o que também não está sendo realizado. Para derrubar o veto, são necessários 13 dos 24 votos dos deputados estaduais. Quando é do interesse deles, as pautas são suprimidas; agora o FAP, não! O FAP garante para que os deputados tenham direito a aposentadoria de R$ 11,5 mil por mês. Mais de 100 ex-deputados e esposas de políticos têm salários mensais de até R$ 15 mil mensais, ocasionando R$ 36,8 milhões gastos nos últimos quatro anos.