O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) rejeitou ontem um recurso protocolado pela coligação Mato Grosso Progressista contra o indeferimento de um pedido de busca e apreensão na sede do Ministério Público Estadual. O PP alega uso indevido da máquina em benefício do senador eleito Pedro Taques (PDT), por meio de e-mails institucionais pertencentes a membros do órgão encaminhados durante o período de campanha. O advogado da coligação, Francisco Faiad, alegou ainda que o cumprimento de mandados de busca e apreensão subsidiaria futura representação para apurar eventual abuso de poder político e prática de conduta vedada aos agentes públicos de campanha praticados em favor do ex-procurador da República. O relator do processo no TRE, desembargador Márcio Vidal, julgou improcedente o agravo regimental defendendo que a medida seria extrema e invasiva. Ele citou ainda que não havia indícios de crime eleitoral para deferir o pedido. O voto foi acompanhado por unanimidade pelos membros do Pleno. A coligação Mato Grosso Progressista tem como principais nomes o deputado estadual eleito José Riva (PP) e o deputado federal Pedro Henry (PP). Os progressistas não escondem as rusgas com o pedetista Pedro Taques. A chapa apoiou a coligação que elegeu o senador Blairo Maggi (PR). No recurso ingressado pela coligação Mato Grosso Progressista foram citados os promotores César Danilo Ribeiro de Novaes, Vinícius Gahyva Martins, Domingos Sávio de Barros Arruda, Marcelo dos Santos Alves Corrêa, José Antônio Borges Pereira e Roberto Aparecido Turim, além do procurador Paulo Roberto Jorge do Prado. O bloco político pedia apreensão de HDs dos computadores do MPE, dos notebooks pessoais dos promotores e procuradores citados na ação e cópias das imagens do circuito interno de segurança do MPE.