O presidente do PSDB em Mato Grosso, Antero Paes de Barros, elege a figura de Thelma de Oliveira como a grande herdeira política de Dante. Thelma foi eleita deputada federal nas últimas eleições com 76.770 votos, parte deles, teoricamente, cooptados pela comoção levantada junto ao eleitorado diante da repentina morte de Dante. Além da dissociação quase impossível por conta de um casamento que completaria 27 anos na semana passada, Antero destaca que Thelma exerceu papel fundamental na trajetória política do marido. Eles tinham mesmos ideais e Thelma possui a mesma correição que Dante. Ela o acompanhou em sua plenitude, tanto na vida familiar como na política. Diante do peso da história de Dante, Thelma admite que a responsabilidade que lhe recai sob os ombros não é tarefa das mais fáceis. Diferente de Antero, a viúva afirma que o legado é compartilhado por membros do partido que também participaram da vida de Dante. É uma responsabilidade muito grande e que tenho que dividir com o partido e também com familiares. Sozinha não conseguiria transmitir a importância e a herança política que Dante nos deixou. Thelma atribui a luta pela democracia como o grande legado político de Dante a Mato Grosso e ao Brasil. O ex-governador marcou o nome na história do país ao apresentar ao Congresso Nacional, em 2 de março de 1983, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 5, que propunha eleição direta para a Presidência da República e delineava o movimento Diretas Já. Esse é o legado do ideal democrático e do quanto é importante ao país lutar. Dante é descrito por Thelma como um grande visionário. Ela destaca que o olhar futurista era o traço mais forte nos projetos políticos do tucano e se consolidou em realizações importantes ao Estado. O sonho dele era tornar Mato Grosso um dos grandes Estados em importância econômica para o país. Sua visão diferenciada tirou Mato Grosso de uma imagem obsoleta e de projetos atrasados diante do resto do país. (JS)