Sei do peso e da responsabilidade da maior missão da minha vida. O momento é traumático e precisa de reflexão. Tenho ciência e consciência de que Mariano Travassos pode retornar ao cargo por decisão do STF. Portanto, pretendo respeitar as divergências e fazer uma gestão igualitária, disse José Silvério, logo após ser empossado. Como uma das primeiras medidas à frente do Tribunal, o presidente revelou que, inicialmente, vai se informar sobre a situação administrativa do órgão para, em seguida, dar início às adequações que julgar serem necessárias. Vamos trabalhar com metas, anunciou. Ele acredita que a aproximação com os servidores e magistrados será primordial para a recuperação da imagem do Tribunal. O novo presidente afirmou, também, que a eleição para escolha dos desembargadores que ocuparão as vagas de Mariano Travassos, José Ferreira Leite e José Tadeu Cury aposentados compulsoriamente depende de deliberação do Conselho Nacional de Justiça. Sendo assim, não há previsão da convocação da eleição. Ele preferiu não comentar sobre o afastamento do ex-presidente e outros nove magistrados e apostou que o episódio é capítulo superado. Não tive acesso ao processo porque tramitou em segredo de Justiça. Agora, temos que passar por cima disso e pensar daqui pra frente. Com um projeto novo e o empenho de todos, reergueremos este Tribunal, declarou. Silvério garantiu que, em sua gestão, não haverá pagamento de forma desigual, a exemplo do suposto esquema de desvio de recursos para uma cooperativa de crédito ligada à Maçonaria, na gestão do ex-presidente José Ferreira Leite. O que um receber, o outro terá que receber de forma igualitária, defendeu o desembargador, endossando que nunca pertenceu a nenhum grupo. (JC)