NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 09 de Junho de 2026

Primeira Página
Terça-feira, 23 de Junho de 2009, 21h:48

SENADO

Serys consta em lista de atos secretos

Senadora mato-grossense Serys Slhessarenko teve seu nome envolvido numa relação de parlamentares supostamente beneficiados em nomeações

RAFAEL COSTA
Da Reportagem
A petista Serys Slhessarenko consta na lista dos senadores beneficiados irregularmente pelos atos secretos do Senado. Desde 1995, foram editados 663 atos, dos quais atingiu 37 atuais senadores e 24 ex-parlamentares. Seus nomes aparecem como tendo sido beneficiados por nomeações “secretas” de parentes e amigos, além da criação de cargos e elevação de vencimentos. As informações foram divulgadas ontem pelo jornal ‘O Estado de São Paulo’. O novo escandâlo envolvendo a parlamentar mato-grossense surge logo após o jornalista Ricardo Noblat divulgar em seu blog que uma das funcionárias do seu gabinete recebia mensalmente R$ 12 mil e direito a horas extras mesmo morando nos Estados Unidos há dois anos. A servidora foi exonerada do cargo, após o fato ter sido noticiado pela mídia. A senadora foi escolhida em fevereiro a primeira mulher mato-grossense para ocupar a segunda vice-presidência do Congresso Nacional pelo biênio 2009/2011. Anteriormente, ela havia participado da Mesa Diretora do Congresso Nacional na gestão do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), porém na condição de suplente da primeira Secretaria Geral. Não há distinção partidária no suposto esquema de esconder decisões porque as siglas envolvidas são PT, PSDB, PMDB, DEM, PDT,PSB, PRB, PTB e PR. A existência de tantos nomes indica que a prática dos boletins reservados era bem conhecida. A reportagem do jornal ‘O Estado de São Paulo’ afirma que a investigação aponta que a prática de esconder decisões envolveu todos os presidentes e primeiros-secretários que passaram pelo Senado desde 1995. O corregedor Romeu Tuma (PTB-SP) aparece na relação. O atual primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), responsável pela comissão que levantou os atos, também está no grupo dos parlamentares com cargo na Mesa que referendaram parte dos atos secretos. Os nomes dos parlamentares surgiram nos atos publicados nos últimos 30 dias, mas com data da época a que se referem. A quantidade pode ser ainda maior com a evolução das investigações na Casa. Há indícios de sigilo intencional em boa parte dessas medidas. Sob o comando de Renan Calheiros (PMDB-AL), cada um dos 81 gabinetes ganhou, em 21 de fevereiro de 2005, mais sete cargos de confiança com um salário de R$ 9,9 mil. Em 2003, a Mesa presidida pelo falecido senador Ramez Tebet (PMDB-MS) aprovou, também por meio de ato secreto, a criação de 42 cargos de confiança para a Diretoria-Geral, então nas mãos de Agaciel Maia. Dois atuais senadores assinam o documento: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Um dos atos secretos com data de 6 de dezembro de 1996 foi publicado somente no último dia 1º. Trata-se do controle de frequencia dos servidores dos gabinetes assinado pelo então presidente José Sarney (PMDB-AP) e outros integrantes da Mesa Diretora daquela época como Renan Calheiros e Ney Suassuna, ambos do PMDB. Em 1998, a Mesa comandada pelo então senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA) - morto em 2007 - assinou, em sigilo, a criação de oito cargos de confiança. Cinco anos depois, novamente com Sarney, outros 25 cargos foram criados sigilosamente. (Com Agência Estado).

Edição EDIÇÃO 16959




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL