A ex-senadora petista Serys Slhessarenko disse ontem que não permitiu que um movimento contrário ao ex-deputado Alexandre Cesar o expulsasse do partido. Ela afirmou que, após conversar com os insatisfeitos, nenhuma representação foi protocolada contra o petista. Serys disse não entender a posição do PT regional sobre a decisão de a retirarem do partido. Um dia após o diretório aceitar o pedido de expulsão, a ex-senadora disse que estão querendo acabar com sua vida pública, assim como fizeram antes quando me chamaram de assassina. Nunca tive nenhuma advertência em 20 anos de partido e agora que não sou mais nem senadora estou passando por isso. Medo de que eles têm?, questiona. Ela afirma que o objetivo é destruir a minoria contrária à atual gestão da legenda em Mato Grosso. Só tenho a acreditar que tudo isso é ganância. Querem me derrubar e pisar em mim. A ex-senadora afirmou que não teve acesso ao pedido de expulsão, que, segundo ela, só foi protocolado na sexta-feira (18) depois das 18 horas. Serys esteve na segunda-feira, dia da avaliação do pedido de expulsão, no Rio de Janeiro para discutir a formação do Rio + 20, projeto que visa fazer um encontro climático no Brasil. O pedido de expulsão foi realizado pelo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Viana, e pela petista Maria Zaniratto, por infidelidade partidária, pois não teria apoiado o candidato ao Senado, Carlos Abicalil, o que inclui a não inserção do nome do petista no material de campanha dela. Caso a decisão seja consolidada pelo PT, também serão expulsos mais 5 petistas, incluindo o vereador cuiabano Lúdio Cabral. O ex-deputado Alexandre Cesar disse desconhecer o apoio dado pela petista. Segundo ele, uma manifestação de alguns correligionários aconteceu após a eleição de 2004, mas Serys nunca veio conversar comigo para falar isso (apoio).