No ano passado, muito antes da onda de críticas do senador Jayme Campos ao governador Blairo Maggi, o senador negava qualquer intenção em se licenciar. À época, os rumores davam conta de que um futuro afastamento faria parte de um plano maior justamente com o intuito de colocar o suplente Luiz Antonio Pagot numa situação delicada sob o prisma político. A tese era a de que, naquele momento, já se desenhava um duelo para 2010 com Jayme e Pagot disputando o posto de candidato da base governista à sucessão de Maggi. Mais de um ano depois, em meio a uma sucessão de ácidas críticas contra Maggi, Jayme flerta com o PSDB de Wilson Santos, prefeito de Cuiabá e virtual candidato ao Palácio Paiaguás, neste momento envolto com denúncias de fraudes nas licitações do PAC na Capital. Não há nada sobre isso. Sou um homem de princípios políticos, algo que muitos não têm. Se tivesse que tomar esta decisão, a primeira coisa que faria seria conversar com o Pagot e com o governador Blairo Maggi, disse Jayme no episódio à imprensa, ressalvando que uma licença só ocorreria com estrito intuito de ajudar o irmão Júlio Campos nas eleições do ano passado. Ex-governador e ex-conselheiro do Tribunal de Contas, Júlio perdeu o pleito em Várzea Grande, com a reeleição de Murilo Domingos (PR). Jayme também declarou no episódio que não tinha qualquer compromisso político com os dois suplentes de um eventual rodízio na cadeira no Senado. (JS)