A resistência ao nome de Luiz Antônio Pagot começou com uma ação articulada pelo ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB). Adversário político do governador Blairo Maggi (PR), Paes de Barros levou para a bancada do PSDB no Senado informações que apontam duplicidade de cargos cometida pelo economista no período de 1995 a 2002. Na época, Pagot atuava como assessor do Senado, no gabinete do senador Jonas Pinheiro (DEM), além de trabalhar em empresa da iniciativa privada. No Senado Pagot enfrentou barreira para conseguir provar a lisura no processo, sob o argumento de que prestava serviço de consultoria no Senado. O economista enviou sua defesa à Mesa Diretora do Senado. As justificativas foram aceitas durante sabatina realizada pela Comissão de Infra-Estrutura. No entanto, persistem as dúvidas na bancada no PSDB. O senador Mário Couto (PSDB-PA) insiste em relembrar o episódio em plenário, aflorando o cenário negativo a respeito do nome do economista. Contudo, Pagot sustenta que a investida do PSDB contra sua nomeação não é unânime entre os tucanos. O ex-secretário aposta na garantia de pelo menos quatro votos favoráveis à aprovação vindos da bancada do PSDB. No entanto, o líder do PSDB, Arthur Virgílio, não deverá liberar os votos da bancada tucana e nesse caso é comum a retirada de plenário dos respectivos senadores. Nos sessões em que entrou em votação, nenhum senador tucano se manifestou favorável a Pagot. A pressa de Pagot em assumir a direção da autarquia ligada ao Ministério dos Transportes toma dimensões ainda maiores com a proximidade do fim de ano. O Dnit possui orçamento para 2007 de R$ 12 bilhões e a nomeação do economista pode significar mudanças de gestão e de direcionamento de recursos. (SF)