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Cuiabá MT, Quarta-feira, 10 de Junho de 2026

Primeira Página
Sábado, 01 de Outubro de 2011, 11h:21

‘ESCÂNDALO DA PROPINA’

Relatório da CPI não é divulgado

MARIA HELENA BENEDET
Da Reportagem
Depois de quase três meses de investigações, colhendo depoimentos, levantando dados e buscando informações, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga denúncias de pedido de propina ao Executivo de Sorriso, o presidente da Câmara, Luiz Fábio Marchioro (PDT), recebeu o relatório final dos trabalhos. A comissão foi criada no dia 6 de julho e fizeram parte os vereadores Paulo Melo Romeiro, presidente; João Matos, relator; e Marilda Savi, membro. Eles investigaram as denúncias de que os vereadores Gerson Luiz Frâncio, Chagas Abrantes e Roseane Marques, todos afastados dos cargos, estariam cobrando propina do prefeito Clomir Bedim (PMDB), para dar apoio no Legislativo municipal. Todos chegaram a ser presos pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), inclusive a empresária Filomena Maria Alves do Nascimento Abrantes, esposa de Chagas, também acusada de envolvimento no caso. Para o presidente da CPI, depois de longos dias de muito trabalho, o sentimento é de dever cumprido. “Cumprimos nosso papel com responsabilidade e lisura”, disse por meio da assessoria. O conteúdo do relatório não foi informado. O resultado das investigações que tratam sobre o pedido de punição, que pode até terminar em cassação de mandato caso sejam comprovadas as denúncias, ou absolvição dos envolvidos, será decidido por toda a bancada de vereadores durante sessão que irá analisar o relatório. Segundo a assessoria de imprensa, uma sessão extraordinária deverá ser convocada para votar o relatório. O que deve acontecer no início desta semana. Com a entrega do relatório, a comissão será extinta e não responde mais pelo caso. ENTENDA O CASO Os vereadores Gerson Luiz Frâncio, Chagas Abrantes e Roseane Marques, e a empresária Filomena Maria Alves do Nascimento Abrantes, esposa de Chagas, foram acusados de pedir propina à prefeitura em troca de apoio no Legislativo. As conversas foram gravadas por um ex-secretário da prefeitura e entregues ao Ministério Público (MP), que determinou a prisão dos parlamentares e da empresária. Eles foram detidos pelo Gaeco, no dia 17 junho deste ano, durante a Operação Decoro, e soltos cinco dias depois. Os três já prestaram depoimentos à comissão. Os envolvidos são acusados dos crimes de formação de quadrilha e concussão (ato de exigir dinheiro ou vantagem em razão da função) contra o Executivo Municipal.

Edição EDIÇÃO 16959




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