O ex-vereador Ralf Leite (PRTB) parece incansável na tentativa de voltar a atuar na Câmara Municipal de Cuiabá. Mais uma vez ele entrou com uma ação que visa à nulidade de ato jurídico, com a reintegração de cargo legislativo. O processo tramita na Terceira Vara Especializada da Fazenda Pública da Capital. O advogado Félix Marques, que defende Ralf, explica que essa ação já está em tramitação desde a semana passada e que aguarda apenas a liminar com a decisão judicial. O plano do ex-vereador seria conseguir voltar às atividades políticas antes do fim de seu mandato, para, com isso, conseguir se candidatar e consequentemente lutar nessas eleições por um cargo eletivo. Ralf demonstra tranquilidade e frisa que espera a determinação judicial para que volte aos trabalhos ainda este ano e que não irá desistir até que a Justiça seja feita. Contudo, ele não faz questão de esconder sua mágoa contra os colegas de parlamento e chega a dizer que sua saída da Casa foi um acordo político realizado entre os demais vereadores. Foi um termo político. Anteciparam minha cassação, mas acobertam ações mais degradantes, alfineta o ex-vereador. Ocorre que Ralf foi afastado das funções em 2009 após ser flagrado mantendo relações íntimas com um profissional do sexo menor de idade em via pública. A Câmara aprovou sua cassação por 16 votos favoráveis na época. Na tentativa de reconquistar o cargo de vereador, Ralf Leite já perdeu mais de dez recursos. Para se defender, ele aponta seu arquiinimigo Deucimar Silva (PP) e frisa que o progressista estaria recebendo apoio dos colegas para retardar a comprovação do superfaturamento supostamente praticado por ele na última reforma da Casa. Deucimar já foi condenado pelo TCE e não sei por que eles [vereadores] ainda estão esperando resultado de CPI. Com certeza é para ganhar tempo, disparou o ex-parlamentar. O curioso é que Ralf entrou com um pedido de justiça gratuita e, segundo seu advogado, não teria condições financeiras de arcar com as despesas processuais. A ação ainda pede que o ex-parlamentar seja atendido com prioridade, já que apresentaria deficiência física. Ralf leite alega que ficou com uma lesão após sofrer uma trombose nas pernas, inclusive chegou a prestar um concurso público no final do ano passado como Portador de Necessidades Especiais (PNE). A vaga disputada pelo ex-vereador era para trabalhar na Câmara, mas ele não foi aprovado no certame.