O prefeito de Cáceres, Túlio Fontes (DEM), afirma que a brusca queda no Fundo de Participação dos Municípios em Mato Grosso deve levar o governo Federal a adotar medidas mais rígidas no combate aos efeitos da crise econômica internacional. Ele alega que os procedimentos adotados pela repartição devem ser repensados. "Sempre houve uma inversão na divisão com a maior fatia do bolo pertencendo a União e pouco para os Estados e municípios. Esse método deve ser reavaliado porque durante décadas gerou poucos benefícios", alega. No repasse do FPM deste mês, Cáceres perdeu a média de 10% a 11% se comparado ao mesmo período de 2008, o que leva a uma perda de R$ 7,5 milhões. Para Fontes, a necessidade de medidas mais urgentes se dá pela evidência dos danos gerados ao país. "A crise já está instalada e não há como fugir porque a queda no repasse aos municípios ratifica os efeitos", afirma. O democrata alega que até mesmo o cumprimento de medidas fiscais fica comprometido com a queda na Receita. "Se caminhar nesses trilhos as metas das Leis Orçamentárias e de Responsabilidade Fiscal serão difíceis de serem cumpridas a risca, além de perdermos recursos para saúde e educação". Apesar de exigir medidas de maior impacto da União, Túlio Fontes não se diz contrário à prorrogação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). "É uma situação delicada porque se não mantém a redução a indústria automobilística gera milhares de desempregos. É uma crise que reúne diversos elementos e as medidas devem ser bem planejadas para evitar o menor dano possível aos municípios e a população". (RC)