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Quarta-feira, 01 de Fevereiro de 2012, 20h:57
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VÁRZEA GRANDE
Prefeito decide alterações amanhã
Ele aguarda conclusão de projeto para concretizar as mudanças, mas já cogita fazer fusão de secretarias para reduzir custo da folha de pagamento
RENATA NEVES
Da Reportagem
O prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PSD), define nesta sexta-feira (3) as alterações que irá promover em sua administração. A decisão será tomada após o gestor avaliar a íntegra do projeto cuja elaboração está sendo coordenada pelo secretário municipal de Assuntos Estratégicos, Yênes Magalhães. Embora evite comentar sobre o assunto antes de conhecer a proposta, Zaeli confirmou que pretende promover a fusão de algumas secretarias para reduzir os gastos do município. Sua meta é economizar, no mínimo, R$ 1 milhão com folha de pagamento. Para isso, estima que será necessário demitir aproximadamente 600 servidores. Queremos reduzir o número de secretarias, pois hoje a prefeitura não tem condições de arcar com os custos da folha de pagamento. No entanto, vou decidir isso somente após tomar conhecimento do projeto, que será apresentado nesta sexta-feira, declarou Zaeli, durante visita do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ao canteiro de obras da Arena Pantanal. Atualmente, o município de Várzea Grande conta com 19 secretarias e duas autarquias, sendo elas o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e o Instituto de Previdência (Previvag). A principal proposta analisada pela equipe do prefeito prevê a transformação da Agência Municipal de Habitação em Secretaria de Cidades. A nova pasta englobaria ainda as secretarias de Infraestrutura, Transportes Urbanos e Desenvolvimento Econômico, que deixariam de existir. Com isso, a secretaria ficaria responsável pelas áreas de serviços públicos, desenvolvimento urbano, trânsito e regularização fundiária. Outra opção cogitada seria reduzir as atribuições da de Infraestrutura, deixando-a responsável apenas pela execução de obras públicas. A prefeitura de Várzea Grande arrecada entre R$ 15 milhões e R$ 16 milhões, mas gasta R$ 8,5 milhões somente com pagamento de servidores. Além disso, segundo Zaeli, possui uma dívida de aproximadamente R$ 9 milhões com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O montante foi acumulado porque em 2011 a prefeitura deixou de recolher os valores durante sete meses. A dívida total do município chega a R$ 90 milhões. Destes, R$ 70 milhões referem-se à dívida consolidada que o Executivo acumula junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e do já citado Previvag. A chamada dívida flutuante gira em torno de R$ 20 milhões. Apesar das dificuldades financeiras que a prefeitura enfrenta, Zaeli prometeu regularizar ainda este mês os pagamentos das Verbas Indenizatórias (VIs) dos médicos do pronto-socorro do município e de servidores das secretarias de Saúde, Infraestrutura, além de fiscais da receita e vigilância. Devido ao atraso nos pagamentos das VIs, somado à falta de condições de trabalho, os médicos decidiram entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (6).