Na política cuiabana, até o calendário entrou na disputa. Na famosa Casa dos Horrores, onde o suspense costuma durar o mandato inteiro, a bola da vez é decidir quando será escolhida a próxima Mesa Diretora. Afinal, pelo visto, o problema não é quem vai ganhar, mas quando será o duelo.
O vereador Mário Nadaf já reuniu 15 assinaturas para mudar a eleição da presidência da Câmara de 25 de agosto para 5 de novembro. Faltam apenas três apoios para a proposta ganhar vida própria e seguir em frente.
O argumento oficial é nobre: evitar um choque com o calendário eleitoral e, principalmente, não correr o risco de o Supremo Tribunal Federal transformar a eleição em abóbora jurídica, como ocorreu recentemente em Várzea Grande.
Nos bastidores, porém, o roteiro lembra mais uma temporada de série política. Cada semana muda o favorito, surgem novos blocos, velhos aliados descobrem afinidades inesperadas e até adversários históricos tomam café na mesma mesa.
De um lado, quem defende mais tempo para negociar. Do outro, quem prefere votar logo, antes que o vento mude de direção. Entre uma conta e outra, ninguém parece disposto a deixar o relógio decidir sozinho.
Na Casa dos Horrores, o calendário nunca é apenas uma folha na parede. É mais um personagem da trama. E, como todo bom personagem, sempre aparece quando o suspense está no auge.




