A amplitude das eleições e a preparação da estrutura do pleito estimulam projeções generosas em gastos. Balanço realizado pelo TSE aponta que o aparato eleitoral contará com dois milhões de mesários em todo o país, mais de 15 mil técnicos da área de tecnologia da informação, 380 mil seções eleitorais e investimentos da ordem de R$ 500 milhões. A engenharia logística começa desde a fabricação das urnas eletrônicas, que necessitam de acompanhamento de técnicos da Justiça Eleitoral. Os custos estão previstos desde o início do processo até a fase de totalização dos votos. De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Giuseppe Janino, é preciso ter um controle rígido em relação às urnas. Há uma preocupação tanto com o valor da urna, que é um bem público, quanto com o valor estratégico, relacionado à segurança. Todo o movimento das urnas é acompanhado. Apesar de todos os avanços, a Corte Eleitoral prevê desafios nas eleições municipais, impostos, por exemplo, pela distância de pequenos municípios dos grandes centros. As dimensões continentais do Brasil representam obstáculos à locomoção das urnas. A dificuldade se intensificou a partir do momento em que, ao invés de transportarmos urnas de lona, que não demandavam cuidados, nós começamos a transportar material eletrônico, que é frágil. A questão ficou mais complexa. Os procedimentos realizados pelo TSE contam com apoio de aproximadamente 250 técnicos que atuam no desenvolvimento do sistema utilizado nas urnas eletrônicas. Segundo a assessoria do TSE, também participam do processo os Tribunais Regionais Eleitorais, uma empresa especializada na prestação de serviços de tecnologia da informação e o apoio do setor de telecomunicações, contratado via licitação. (SF)