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Terça-feira, 25 de Maio de 2010, 22h:35
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OPERAÇÃO ASAFE
PF não concluiu fase de depoimentos
JEAN CAMPOS
Da Reportagem
A Polícia Federal ainda não terminou as oitivas com os acusados de participação em suposto esquema de venda de sentenças na Justiça de Mato Grosso, objeto de investigação da Operação Asafe. Por meio da assessoria de imprensa da PF, o delegado responsável pela operação, Carlos Eduardo Fistarol, informou que 50 pessoas haviam sido ouvidas até ontem e outras quatro devem prestar depoimento até o final desta semana. Informou ainda que pretende concluir o inquérito em 30 dias para, depois, encaminhá-lo à ministra Nancy Andrighi, relatora do processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O processo que originou a operação tem, até o momento, 29 volumes. Os fatos apurados encontram-se sob segredo de Justiça em razão do foro privilegiado de alguns dos investigados, mas versam sobre crimes como de exploração de prestígio, corrupções ativa e passiva e formação de quadrilha. Na deflagração da operação, semana passada, a PF cumpriu nove mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão em residências e escritórios de advogados, desembargadores e juízes. Foram presos a esposa do ex-desembargador José Tadeu Cury, a advogada Célia Cury; os advogados Rodrigo Vieira e Alessandro Jacarandá; o ex-prefeito de Alto Paraguai, Alcenor Alves de Souza; o empresário Cláudio Emanuel Camargo e o ex-chefe de gabinete de José Tadeu Cury, Jarbas Nascimento, além de Santos de Souza Ribeiro, Ivone Reis de Siqueira e o advogado Max Weizer Mendonça. Ivone foi solta um dia após a operação e, neste domingo, os demais foram liberados em virtude do vencimento da prisão temporária. O STJ não pediu a prorrogação das prisões. Durante a operação também foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências de seis magistrados: o juiz membro do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Eduardo Jacob, o desembargador José Luiz de Carvalho, o desembargador e presidente do TRE Evandro Stábile e os desembargadores aposentados José Tadeu Cury e Donato Fortunato Ojeda. O STJ quebrou os sigilos bancário e fiscal do presidente do TRE, de Maria Abadia Aguiar e da Castrillo Advogados, escritório do advogado André Castrillo, intimado a depor.