O recurso do candidato derrotado a vereador de Cuiabá, Marcus Fabrício (PP), que pedia a recontagem dos votos da urna 139 da 51º Eleitoral foi adiado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em razão do pedido de vista do 1º vogal desembargador Manoel Ornellas. Na quarta-feira (19), o relator do processo José Zuquim não conheceu o recurso por entender que o mesmo está precluso. Segundo Zuquim, o pedido de impugnação deveria ser apresentado à junta apuradora no ato da apuração dos votos. O pedido de impugnação foi apresentado apenas no dia 7 de outubro, dois depois do 1º turno das eleições municipais. A iniciativa do progressista Marcus Fabrício, que não conseguiu se reeleger, se baseava em possíveis erros de contagem gerados pela substituição da urna eletrônica pelo modelo convencional, de lona, que levou os votos a serem computados em cédulas de papel devido a problemas técnicos com equipamento. De acordo com o pedido de impugnação, não foi identificada a quantidade exata de votos confirmados na seção por meio da cédula de papel. O parlamentar alegava ainda que a Justiça Eleitoral não foi notificada quanto aos procedimentos de trocas da urna eletrônica e a destinação do cartão de memória do equipamento substituído. PARANATINGA - Outro recurso que teve a conclusão adiada por pedido de vista trata da cassação do registro de candidatura do prefeito de Paranatinga e candidato derrotado à reeleição Francisco Carlos Carlinhos Nascimento (PMDB). O relator do processo, Renato Vianna, acatou o recurso e votou pela reforma da sentença de 1º grau. Para Vianna, não restou comprovada qualquer conduta vedada por parte do candidato, que foi cassado em 1º instância por utilizar de um programa da prefeitura chamado Meu Bairro é Show, distribuindo alimentos às crianças carentes. O pedido de vista foi feito pelo 1º vogal, juiz José Zuquim Nogueira. Acompanharam o voto do relator o desembargador Manoel Ornellas e a juíza Maria Abadia. O registro de candidatura do prefeito eleito de Paranatinga Vilson Pires (PRP) foi cassado pela Justiça Eleitoral por conta de um suposto esquema de compra de votos. A menos de um mês da diplomação dos prefeitos eleitos, a população de Paranatinga ainda não sabe quem assumirá a prefeitura no dia 1º de janeiro de 2009.