A ala oposicionista à gestão do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se reúne hoje às 15h no escritório do advogado Renato Gomes Nery para definir quais rumos serão tomados após o advogado João Celestino anunciar sua desistência da candidatura. Nas últimas semanas, os componentes do movimento OAB Democrática tem enfrentado dificuldades para oficializar uma candidatura que reúna chances de vitória. Cotado para liderar o bloco oposicionista, o advogado Paulo Taques desistiu alegando problemas particulares e a partir dali não houve consenso para a formação de uma chapa que defenda as propostas defendidas pelo grupo e que tenha chance de ganhar a eleição do dia 19 de novembro. Uma das principais bandeiras trata da eleição direta para desembargador por meio do critério do Quinto Constitucional. A indefinição da candidatura oposicionista é encarada também como um reflexo das divergências internas enfrentadas pela ala que antes do anuncio da desistência de Taques aparentava coesão no discurso. A oposição deve ser menos sectária e ter mais propostas para discutir. O grande erro até aqui é a discussão de nomes em detrimento de um conjunto de propostas, afirma João Celestino Correa da Costa. Entretanto, ainda faz ressalvas e não vê crise de grande proporção na ala oposicionista. A dissidência da situação é mais forte que as dificuldades da oposição. O movimento OAB Democrática segue com três virtuais candidatos que são Sebastião Carlos, Elarmin Miranda e Milton Alves Damaceno. A disputa pelo comando da OAB já têm a pré-candidatura dos advogados João Scaravelli e Cláudio Stábile, este último apoiado pelo atual presidente Francisco Faiad. RENOVAÇÃO O ex-presidente da OAB, Renato Gomes Nery, anunciou que não há possibilidade alguma de ser candidato. Integrante da ala oposicionista e um dos mais críticos da atual gestão, Nery argumenta que a renovação é necessária e, por conta disso, pretende apenas participar do processo político. Tenho que abrir espaço para novas lideranças e trabalho para que novas lideranças surjam e defendam as causas sociais e institucionais. Segundo ele, o movimento OAB Democrática rechaçou a proposta de João Celestino de apoiar a candidatura de João Scaravelli, dissidente do grupo do presidente Francisco Faiad. Ao invés de assumir a candidatura, ele [Celestino] pediu para apoiarmos o Scaravelli. Isso não aceitamos, porque se trata de um suicídio político, afirma.