Enquanto o novo Pronto Socorro e a reforma do antigo não saem, o prefeito Mauro Mendes (PSB) afirma que continuará executando o Plano Emergencial de Saúde. Para o socialista, o programa lançado no início de seu mandato já está rendendo frutos. O impacto do nosso Plano Emergencial já começou a aparecer, mas sabemos que não se trata de uma tarefa simples, admite. De acordo com ele, mais de 50 médicos foram contratados para suprir as demandas das unidades de saúde da Capital, principalmente das policlínicas. Em contrapartida, seis foram exonerados por má prestação dos serviços públicos. Quando assumimos a prefeitura, tínhamos apenas 49 médicos. Hoje contamos com um quadro de 108. Conseguimos nestes dois meses contratar quase 60. Acreditamos que para ter um atendimento completo e de qualidade, o número ideal é 120 profissionais, para cada posto de saúde ter efetivamente os quatro médicos que deveria ter. O chefe do Executivo Municipal ainda acrescenta já deu início à elaboração do edital para a realização de concurso público e colocou em dia o pagamento do prêmio salarial, recebido pelos profissionais da área. Além disso, o secretário de Saúde, Kamil Fares, afirma que como medida emergencial para desafogar o Pronto-Socorro, foram contratados 42 leitos de retaguarda na Santa Casa de Misericórdia. O Ministério da Saúde nos autorizou a contratar 100 leitos de retaguarda. Já contratamos 42 na Santa Casa por R$ 300 a diária. A nossa intenção é desafogar um pouco o PS para abrir vaga a novos pacientes. Um dos motivos da superlotação da unidade é a fila de espera para cirurgia cardíaca. Segundo o presidente da Comissão de Saúde do Legislativo Cuiabano, vereador Ricardo Saad (PSDP) há pessoas que estão internadas há mais de 60 dias aguardando a cirurgia. Fizemos uma visita no Pronto Socorro anteriormente e constatamos que tem diversas pessoas esperando por cirurgia cardíaca. Encontrei uma pessoa que estava internada há quase 90 dias. Isso é uma das coisas que faz o PS ficar superlotado. E o pior, é que a rede não está conseguindo realizar as cirurgias, o que aumenta ainda mais a fila, frisa. Kamil, entretanto, afirma que já está buscando uma solução para o fato, para que esses leitos também sejam vagos a outros pacientes. (KA)