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Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011, 21h:31
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JUDICIÁRIO
Nova diretoria do TJ toma posse na 3ª
O presidente será o desembargador Rubens de Oliveira, que vai substituir seu colega José Silvério Gomes; Juvenal Pereira é o vice
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
A nova diretoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso toma posse nesta terça-feira. Rubens de Oliveira será o novo presidente. Juvenal Pereira e Márcio Vidal assumem como vice-presidente e corregedor, respectivamente. A posse, com a diretoria completa, quase não aconteceu. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) chegou a suspender a posse de Juvenal e Márcio Vidal, baseado num pedido do desembargador Manoel Ornellas, que não concordou com o resultado da eleição e entrou com processo administrativo pedindo a anulação da eleição dos dois e, ainda, que ele fosse o eleito como vice-presidente. No entanto, depois de manifestação dos dois, o conselheiro Nelson Tomaz Braga suspendeu a liminar e autorizou que eles assumam os cargos. Ornellas, atual corregedor, participou da eleição e pretendia ser eleito como vice-presidente. Pelo regimento interno, são eleitos para os três cargos de diretoria os magistrados mais antigos, sendo proibida a reeleição. A argumentação de Ornellas é a de que Vidal não estava no universo de elegíveis, por não figurar entre os mais velhos e que Juvenal Pereira afirmou durante a sessão de eleição que não queria concorrer ao cargo de vice-presidente, apenas de corregedor. O caso revelou mais uma face da desarmonia interna entre os membros do Tribunal. No ano passado, com a aposentadoria compulsória de 10 magistrados, uma guerra de interesses se instalou entre alguns desembargadores. Rubens de Oliveira substitui José Silvério Gomes, que comandou o Tribunal num mandato-tampão, por apenas um ano. Silvério assumiu o posto porque o então presidente, Mariano Travassos, foi punido com a aposentadoria compulsória pelo CNJ, junto com outros dois desembargadores e sete juízes, acusados de receberem benefícios irregulares da instituição. Todos já voltaram aos seus postos por meio de liminar. O caso ainda será julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No momento de crise, José Silvério foi o nome de consenso entre os desembargadores para assumir o posto. No entanto, em diversas ocasiões, ele afirmou que, se soubesse que havia tantos problemas, não teria aceitado o cargo. Além dos problemas com a imagem moral do Judiciário, Silvério enfrentou uma greve de servidores de aproximadamente três meses. A eleição de Rubens também já era esperada. Em votação secreta, ele recebeu 19 dos 21 votos. Logo após a votação, ele confirmou que houve uma articulação anterior, pelo interesse de todos que a nova diretoria traga paz ao Tribunal e seja eficiente. A cerimônia acontece no Plenário 1 do Tribunal, às 9h, e será transmitida ao vivo pela TV Assembleia e pelo site do Tribunal.