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Segunda-feira, 01 de Dezembro de 2014, 20h:48

MINISTÉRIO

Neri Geller diz que não irá renunciar

O ministro da Agricultura disse que não tem nenhum envolvimento no esquema de grilagem de terra desarticulado pela Polícia Federal

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Apesar de estar sendo acusado de envolvimento em um esquema ilegal de venda de lotas da reforma agrária em Mato Grosso, o ministro da Agricultura Neri Geller (PMDB) garante que não irá entregar seu cargo no governo federal. O peemedebista afirma que não tem participação no esquema e, por isso, não há motivos para renunciar à sua cadeira à frente do Ministério. “Por que entregaria o cargo? Seria sinal de fraqueza. Não tenho motivo. Quem não deve, não teme. Não mendiguei e não mendigo para ser ministro. Cheguei com a força do trabalho. Tenho a confiança do setor, do meu partido e da presidente Dilma”, enfatizou. Geller teve o nome envolvido na operação Terra Prometida, deflagrada na última semana pela Polícia Federal. Por conta do foro privilegiado, o peemedebista e será investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Seus dois irmãos, Odair e Milton Geller, foram presos na última quinta-feira (27) acusados de participação direta no esquema. Conforme a Polícia Federa, há indícios de envolvimento de outros membros da família do ministro. A Operação apura a venda ilegal de terras da União destinadas à Reforma Agrária. Usando de expedientes como documentos falsos, vistorias simuladas e força física, a quadrilha tomava as terras de pequenos produtores, segundo investigação da PF. Durante a investigação, num dos depoimentos à PF, uma testemunha aponta nomes de pessoas que seriam "laranjas" de Geller. Diz ainda que o peemedebista, "na condição de ministro da Agricultura, tem se empenhado em pressionar o superintendente do Incra através do presidente" do órgão. Geller, por sua vez, nega "categoricamente" as acusações e garante que jamais participou de qualquer ilegalidade. Diante disso, afirma estar despreocupado com a abertura de uma investigação contra ele. Ele também diz não acreditar na participação de seus irmãos no esquema fraudulento. "Se tiveram problema, a polícia tem que investigar. Eles são maiores de idade, e eles que respondam. Eu tenho muito orgulho da minha família. Muito!", concluiu o peemedebista. A operação da Polícia Federal pode precipitar a substituição de Geller na chefia da pasta da Agricultura. Antes mesmo do episódio, a saída de Geller já era dada como certa na reforma ministerial. A presidente Dilma Rousseff escolheu a senadora peemedebista Kátia Abreu (PMDB-TO) para substituí-lo.

Edição EDIÇÃO 16966




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