Primeira Página
Segunda-feira, 24 de Setembro de 2012, 21h:47
A
A
MEIA-BOCA
Malheiros critica declaração de Bezerra
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pelo empresário Mauro Mendes (PSB), deputado estadual João Malheiros (PR), pediu retratação ao ex-governador do Estado, deputado federal Carlos Bezerra (PMDB), por conta das declarações dadas durante evento com o vice-presidente da República, Michel Temer, realizado na última sexta-feira (21). Na ocasião, o peemedebista afirmou que Cuiabá, até o momento, só teve prefeito meia-boca. Eu tinha um sonho, que Cuiabá tivesse um prefeito que entendesse de política pública. Nós tivemos aqui só prefeito meia-boca. Graças a Deus o Lúdio é um achado para Cuiabá e vai ser o maior prefeito da história, porque entende de política pública como ninguém. Em artigo intitulado Mexeu com os meus, mexeu comigo, Malheiros repudia a atitude de Bezerra e afirma que, ao disparar essas críticas, o deputado deu um tapa na face das nossas raízes mais profundas. Quando Vossa Excelência colocou a todos na mesma vala comum, ofendeu às nossas famílias e as nossas tradições. Ofendeu entre outros o coronel Escolástico, ao dr. Fenelon Muller, a Júlio Müller, o professor Isaac Póvoas, ao dr. Manoel José de Arruda, Manoel Miraglia, José Garcia Neto, Hélio Palma de Arruda, Aecim Tocantins, Frederico Campos, dr. Bento Machado Lobo... Você, deputado, deve desculpas a essa famílias por ter, na empolgação de tentar buscar a vitória na coligação PMDB/PT, ter jogado na lama as centenárias famílias de nossa Cuiabá. Malheiros também aproveitou o ensejo para alfinetar o vereador Francisco Vuolo, que, na semana passada, anunciou apoio à candidatura do vereador Lúdio Cabral (PT) a prefeito de Cuiabá, bem como sua desfiliação do PR. E, para finalizar, quero aqui ressaltar um prefeito que foi a seu tempo um ícone, Vicente Emílio Vuolo, cujo filho, que agora apoia essa coligação onde se encontra o deputado Bezerra, deva ter o dever moral de defender a memória de seu pai sob pena de, também por motivo eleitoreiro, concordar que seu pai, segundo Bezerra, foi um prefeito meia-boca.