A CPI suspeita da existência de graves irregularidades na PCH Zé Fernando, localizada no município de São Pedro da Cipa (148 quilômetros da Capital). Uma das principais é a divergência no tamanho do reservatório de água de 13 quilômetros quadrados (apontados no processo) para 28,6 quilômetros quadrados (que existe na realidade). O deputado Percival Muniz afirma que as contradições entre a teoria e prática da usina envolvem também deslocamento nas coordenadas do lago, fraude em escritura e falta de inventário, segundo o deputado. O vice-presidente da CPI, Walter Rabello, definiu a situação da usina como crime ambiental. Na reunião ordinária, foi solicitada uma visita in loco à usina Zé Fernandes para verificar se todas as informações obtidas pelos parlamentares existem de fato. O deputado Dilmar DalBosco incluiu outro empreendimento supostamente irregular. Tem até barramento de uma (usina) que está sendo construída na casa de máquinas de outra, disse o parlamentar, sem informar qual usina seria essa. Além da Zé Fernando, as usinas Nhandú e Rochedo também foram denunciadas na CPI. Essas últimas teriam sido construídas com certidões falsas do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), acusações que os proprietários dos empreendimentos rebatem. Os empreendimentos custaram aproximadamente R$ 100 milhões. A visita a essas PCHs também foi mencionada anteriormente pelo relator, mas ainda não foi votado na reunião ordinária. (FD)