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Terça-feira, 16 de Março de 2010, 21h:24
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CAMPANHA ANTECIPADA
Incentivo fiscal vira guerra eleitoral
Programa de incentivos é alvo de discussão entre grupos de situação e oposição na disputa pelo governo do Estado
NOELMA OLIVEIRA
Da Reportagem
Os incentivos fiscais retornam a pauta eleitoral deste ano. O assunto recorrente desde a Eleição 2008 voltou à tona, ontem, durante assinatura de um protocolo de intenções para a instalação da Vicunha Têxtil, em Cuiabá. O governador Blairo Maggi (PR), na presença do prefeito Wilson Santos (PSDB), afirmou que a sua gestão executa o programa com responsabilidade, tranqüilidade e sustenta aquilo que diz. O Estado continua crescendo - longe do que diz a oposição - não é uma volúpia, é um pé no chão, descreveu Maggi. Segundo ele, a política serve para industrializar o Estado. Abrir mão do que não temos, não lesa, acrescentou. O tucano é um dos maiores críticos do programa de incentivos fiscais do governo Estado. No meio desta discussão entre oposição e situação, está o empresário Mauro Mendes (PSB), candidato ao governo, e alvo de questionamentos pelo prefeito tucano, também concorrente à sucessão estadual, desde a disputa municipal passada. Mauro Mendes tem empresas beneficiadas e pode de uma vez por todas esclarecer esta pendenga, disse Maggi, após a assinatura do protocolo de intenções. Ainda na inauguração da nova sede do Sine, Maggi avisou que estaria com Wilson para assinar convênio sobre incentivos fiscais. Serve para ele e porque não serve para os outros, questionou Maggi. Wilson atuou para trazer a indústria têxtil para a Capital. O prefeito diz que não é contra o programa de incentivos fiscais, mas a forma como está sendo conduzida pelo governador, privilegiando um em detrimento dos outros. Nós somos favoráveis à política de incentivos fiscais, agora, que não fique apenas com meia dúzia, como é hoje, contestou o tucano. Wilson diz que faz o questionamento com base no relatório do Tribunal de Contas do Estado, que aponta divergências no que foi concedido pelo Estado é o que tem sido praticado pelas empresas contempladas. Maggi avisou que contestou todo o documento e encaminhou a defesa ao Tribunal de Contas. Os programas de incentivos fiscais não foram criados por mim, mas para ser um instrumento para atrair empresas. O incentivo não é dado só pela canetada do governador, há um conselho que observa os lucros das empresas e acompanha se as metas estão sendo cumpridas, desabafou Maggi. Ele acrescentou ainda que o programa foi criado na gestão do ex-governador Dante de Oliveira (PSDB). Alertou que passou por adequações na atual administração. Conforme o governador, existe uma guerra fiscal entre os estados para atrair empresas. Avisou que após a concessão dos incentivos fiscais o PIB do Estado dobrou. Mesmo diante do desabafo, o governador disse não ter preocupação com o discurso da oposição. Mais informações sobre a instalação sobre Vicunha em Cuiabá na Página C1A.