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Primeira Página
Segunda-feira, 17 de Junho de 2013, 20h:42

SERVIÇO PÚBLICO

Governo vai recadastrar servidores

Ao todo, cerca de 45,8 mil funcionários públicos da ativa deverão participar do processo, que começa no dia 1° de julho

PRISCILA VILELLA
Da Reportagem
Em tom de alerta, o secretário estadual de Administração, Francisco Faiad (PMDB), anunciou que dará início ao recadastramento dos servidores públicos e que aqueles que não atenderem a chamada para adoção do serviço serão excluídos da folha de pagamento. O sistema, que será implantado já em julho, possibilitará o controle da folha. Ao todo, são 45.800 funcionários da ativa que deverão obrigatoriamente participar do processo. O recadastramento terá início já no primeiro dia do mês de julho e deverá durar até o dia 15 de setembro deste ano. O método, explica Faiad, servirá de etapa para a implantação do sistema biométrico, que será feito já no próximo ano. A intenção é de que os sistemas dêem mais facilidade no levantamento de quesitos como, por exemplo, acúmulo de cargos públicos e qualificação profissional. Dessa forma é possível fazer o controle do que o secretário chamou de “crescimento vegetativo” da folha. Este é o primeiro recadastramento realizado desde o ano de 2008. “O servidor que não fizer o recadastramento vai sair da folha de pagamento. Esse recadastramento será intransferível e obrigatório. É uma iniciativa de gestão: saber qual a idade média, o grau de escolaridade, a função, onde estão e o que fazem os nossos servidores”, ressaltou. Ao todo, 73 mil pessoas devem utilizar o sistema, entre servidores ativos, inativos e comissionados. O recadastramento, aliás, será instituído pelo decreto 1.810/2013, que determina que a atualização cadastral deverá ocorrer de forma anual e obrigatoriamente aos servidores da administração direta, autárquica e fundacional. No âmbito do poder municipal, o recadastramento foi feito no início do ano, já na gestão do prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB). Com o processo, o poder municipal conseguiu identificar que constavam da folha de pagamento funcionários fantasmas, além de servidores que já haviam falecido, mas continuavam a receber salário. Na avaliação, os servidores que não seguiram as instruções tiveram suas remunerações bloqueadas. Todos que foram constatados como irregulares foram demitidos. O mesmo caminho, caso identificadas as mesmas falhas no funcionalismo estadual, deverá ser seguido.

Edição EDIÇÃO 16959




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