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Quinta-feira, 16 de Junho de 2011, 22h:17
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AEROPORTO
Governo de MT dá ultimato a empresa
Vencedora da licitação, Engeglobal Engenharia não entregou ao Estado os documentos necessários para que seja dada a ordem de serviço autorizando início da obra
HUMBERTO FREDERICO
Da Reportagem
O secretário-extraordinário de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, vereador licenciado Francisco Vuolo (PR), deu um prazo de até o final deste mês para que a empresa Engeglobal Engenharia entregue todos os documentos necessários para que o governo do Estado dê a ordem de serviço da construção do Módulo Operacional no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande. Conforme o Diário antecipou, caso isso não ocorra, Vuolo admite a hipótese de a empresa vencedora ser retirada do processo, e a 2ª colocada ser convocada. Caso isso aconteça, haveria aumento dos gastos. É óbvio que estamos trabalhando para que não haja qualquer substituição, porém estamos atentos ao nosso calendário, que precisa ser seguido, e esperamos até dezembro estar tudo funcionando. Este imbróglio precisa ser resolvido, disse Vuolo. Depois de entregue a documentação necessária, Vuolo espera conceder a ordem de serviço em uma semana, e após isso as obras serem finalizadas no prazo de 150 dias, até dezembro deste ano. A melhoria da estrutura dos aeroportos das doze cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 é uma das exigências da Fifa para a realização do torneio. O módulo terá área de 675 metros quadrados e será instalado na área de desembarque para atender à demanda do aeroporto. A previsão é de que a capacidade do Marechal Rondon seja ampliada em 700 mil passageiros ao ano, ou seja, saltaria dos atuais 1,6 milhão para 2,3 milhões. Os módulos operacionais são estruturas modulares pré-fabricadas que podem servir como terminal de passageiros, oferecendo a mesma infraestrutura, como isolamento termoacústico, climatização e sistemas de som e informativo de voo. O módulo é criticado por especialistas em turismo, que o batizaram de puxadinho. O aeroporto de Várzea Grande é considerado um dos mais precários entre as cidades-sedes. O Ipea prevê que a meta de ampliar a capacidade de 1,6 milhão de passageiros por ano para 2,8 milhões somente aconteceria em prazo de 92 meses (sete anos e meio). O mesmo vale para os aeroportos das cidades de Brasília (DF), Guarulhos (SP), Salvador (BA), Manaus (AM), Fortaleza (CE) e Campinas (SP). O terminal do aeroporto de Curitiba também corre risco de não ficar pronto a tempo para a Copa.